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Capital

Vigilante teve 13 costelas quebradas após atropelamento por militar bêbado

Perícia aponta politraumatismo e lesões em órgãos vitais; Victor Vicentin está preso desde o dia do acidente

Por Clara Farias | 14/07/2026 16:16

O laudo necroscópico da vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, revelou a gravidade dos ferimentos sofridos no atropelamento provocado pelo militar do Exército Victor Vicentin Rocha, de 25 anos, na manhã de 20 de junho, na Rua Maracaju, região central de Campo Grande. O documento aponta que a vítima sofreu 13 fraturas nas costelas, além de diversas outras lesões internas e externas, e morreu em decorrência de politraumatismo causado pelo acidente de trânsito.

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Laudo necroscópico revelou que a vigilante Miriam Rosa Matos, de 44 anos, sofreu 13 fraturas nas costelas e diversas lesões internas antes de morrer atropelada pelo militar Victor Vicentin Rocha, de 25 anos, em Campo Grande. O documento aponta politraumatismo como causa da morte. O militar, preso desde o acidente em 20 de junho, foi denunciado por homicídio com dolo eventual e por dirigir sob influência de álcool, com bafômetro registrando 0,42 mg por litro de ar.

Produzido pelo Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e juntado ao processo nesta semana, o laudo detalha que Miriam teve fraturas nas oito primeiras costelas do lado esquerdo e em cinco costelas do lado direito. A perícia também identificou lesões nos dois pulmões, na aorta torácica e no fígado, além de hemorragia no tórax. Os peritos registraram ainda odor de combustível no corpo durante a necropsia.

Na conclusão, o médico-legista afirmou que a causa da morte foi politraumatismo devido ao acidente de trânsito.

Victor Vicentin Rocha está preso preventivamente desde o dia do acidente e foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por homicídio com dolo eventual e por dirigir sob influência de álcool.

Vigilante teve 13 costelas quebradas após atropelamento por militar bêbado
Motocicleta caída na Rua Maracaju após acidente (Foto: Osmar Veiga/Arquivo)
Vigilante teve 13 costelas quebradas após atropelamento por militar bêbado
Victor sendo conduzido pela Polícia Militar (Foto: Osmar Veiga/Arquivo)

Segundo a denúncia, o militar passou a madrugada consumindo bebidas alcoólicas em dois estabelecimentos da Capital e, por volta das 6h, deixou o local conduzindo uma caminhonete Chevrolet S10. Antes da colisão fatal, ele teria se envolvido em outro acidente de trânsito, atingindo lateralmente um Volkswagen Virtus, e fugido sem prestar assistência.

Ainda conforme a investigação, ao seguir pela Rua Maracaju, Victor avançou o sinal vermelho no cruzamento com a Rua Padre João Crippa e atingiu a motocicleta Yamaha Factor conduzida por Miriam, que morreu no local. Após a batida, a caminhonete girou sobre a pista e atingiu o muro e as grades de uma clínica.

O teste do bafômetro realizado após o acidente apontou concentração de 0,42 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, índice acima do limite previsto na legislação. A Polícia Civil também encontrou uma garrafa de bebida alcoólica no interior do veículo.

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que o militar assumiu o risco de provocar o resultado morte ao dirigir embriagado, em alta velocidade e ao avançar o sinal vermelho, circunstâncias que fundamentaram a acusação por homicídio com dolo eventual.

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