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Capital

Mulher morta no Inferninho era sócia de suspeito que tratava como filho

Segundo investigação, a vítima era agiota e parceira comercial de um dos homens envolvidos no assassinato

Por Gabi Cenciarelli | 14/07/2026 15:57
Mulher morta no Inferninho era sócia de suspeito que tratava como filho
Um dos suspeitos presos na operação é conduzido por policiais durante as diligências (Foto: Victória Costacurta)

Tratado como filho por Giovana Castura Werner, de 52 anos, o homem apontado pela Polícia Civil como líder do grupo investigado por sua morte teria usado o celular e as contas bancárias da vítima para transferir e distribuir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos no crime. Os dois eram sócios na agiotagem, segundo a polícia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14), dia em que quatro suspeitos foram presos durante operação da DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa).

RESUMO

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Quatro suspeitos foram presos durante operação da Delegacia de Homicídios de Campo Grande pela morte de Giovana Castura Werner, 52 anos, encontrada morta em março. O apontado como líder, tratado como filho pela vítima, teria usado o celular e contas bancárias dela para distribuir cerca de R$ 10 mil entre os envolvidos. Um quinto suspeito teria recebido R$ 500 para ocultar o corpo. A motivação investigada envolve cobranças de dívidas e agiotagem.

Segundo a investigação, a proximidade entre Giovana e o suspeito era tamanha que ele tinha acesso à senha bancária da mulher. Conforme a Polícia Civil, após o assassinato, foram realizadas transferências da conta da vítima para a conta do investigado, que posteriormente dividiu os valores entre outros integrantes do grupo.

A suspeita é de que o dinheiro tenha sido movimentado por meio do próprio celular de Giovana, desaparecido desde o dia do crime e ainda não localizado. O valor exato retirado das contas da vítima ainda depende da análise completa dos extratos bancários, mas a estimativa atual gira em torno de R$ 10 mil.

Mulher morta no Inferninho era sócia de suspeito que tratava como filho
Corpo da mulher às margens da pista (Foto: Bruna Marques)

Quinto suspeito recebeu R$ 500  para esconder o corpo - Outro detalhe revelado pela investigação envolve um quinto suspeito, identificado durante as diligências desta terça-feira. De acordo com a DHPP, ele teria participado da ocultação do cadáver e da desova do veículo utilizado no crime após receber R$ 500 pelo serviço.

Conforme a polícia, o homem não é apontado como participante da execução, mas teria auxiliado os investigados na tentativa de dificultar a descoberta do homicídio. Ele foi conduzido para prestar depoimento e teve a participação formalizada no inquérito, mas não foi alvo de mandado de prisão.

A operação realizada nesta manhã cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão em diferentes regiões de Campo Grande. As autoridades não divulgaram os nomes dos presos.

Mulher morta no Inferninho era sócia de suspeito que tratava como filho
Policial carregando pá de escavação encontrada no carro da vítima (Foto: Clara Farias)

Segundo a Polícia Civil, os investigados foram interrogados após as prisões. Quatro deles admitiram participação nos fatos, mas apresentaram versões divergentes sobre a dinâmica do crime, especialmente em relação a quem teria efetuado o disparo que matou Giovana e quem teria determinado a execução.

Já o homem apontado pelos investigadores como líder do grupo negou envolvimento e alegou estar sendo responsabilizado injustamente.

As prisões são temporárias e têm prazo inicial de 30 dias. Durante esse período, a DHPP pretende aprofundar a análise dos dados bancários e telefônicos dos envolvidos, além de confrontar as diferentes versões apresentadas nos depoimentos.

Mulher morta no Inferninho era sócia de suspeito que tratava como filho
Giovana Castura Werner, de 52 anos, vítima encontrada morta na região do Inferninho (Foto: Reprodução/Facebook)

O caso - Giovana Castura Werner foi encontrada morta no dia 24 de março, na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande. O corpo apresentava uma perfuração causada por disparo de arma de fogo na cabeça.

Familiares relataram à polícia que a vítima havia saído de casa para realizar cobranças e não voltou mais. No dia seguinte ao encontro do corpo, equipes da DHPP localizaram o carro utilizado por ela abandonado em uma área de mata no Jardim Colúmbia.

Dentro do veículo foram encontrados vestígios de sangue, um projétil de arma de fogo e uma pá. O celular da vítima, no entanto, nunca foi recuperado.

A principal linha de investigação aponta para um desentendimento relacionado a cobranças de dívidas e à prática de agiotagem. Apesar das prisões, a Polícia Civil afirma que ainda trabalha para esclarecer com precisão a motivação do crime e a participação de cada um dos envolvidos.

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