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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

08/09/2015 11:09

Hacker invade site de sindicato rural e atribui morte de índio a ruralistas

Caroline Maldonado
Mensagem é assinada por organização identificada como ASOR Hack Team (Foto: Reprodução)Mensagem é assinada por organização identificada como ASOR Hack Team (Foto: Reprodução)

O site do Sindicato Rural de Campo Grande foi alvo de hacker, que deixou mensagem, em vídeo e texto, chamando atenção para a questão do conflito entre indígenas e fazendeiros em Mato Grosso do Sul. A entidade procurou a polícia nesta manhã para registrar queixa sobre a invasão virtual, ocorrida no sábado (5), segundo a gerente do sindicato, Marlei Faria. Ela disse que não recebeu ameaça e não faz ideia de quem pode ter feito isso. 

A organização identificada como ASOR Hack Team colocou na página www.srcg.com.br uma imagem do filme “O Chamado”. Em seguida, o texto diz que “terras indígenas são cobiçadas pelo agronegócio e grande capital”. A mensagem diz que houve “uma ação de ruralistas, planejada com a participação de parlamentares federais na sede do Sindicato Rural de Antônio João, que feriu mulheres e crianças”.

O texto cita a morte do indígena Semião Fernandes Vilhalva, 24 anos, ocorrida no dia 29 de agosto, durante confronto entre índios e fazendeiros, na Fazenda Fronteira e diz que se trata de um assassinato de autoria de ruralistas. A área é considerada terra tradicional pelos Guarani Kaiowá, que reivindicam total de 9.317 hectares, cuja demarcação foi homologada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005. Os fazendeiros resistem a ocupação de famílias indígenas no local, afirmando que cabe ao governo indenizá-los. 

O manifesto atribui ao Governo Federal a culpa pelo confronto e pede “respeito ao direito originário dos povos indígenas às suas terras”, além de punição de mandantes e executores de assassinatos de lideranças indígenas. O texto finaliza: “respeite a existência ou espere a resistência”.

Na sequência, está o vídeo de uma mulher que se apresenta como Daiara Tukano. Ela diz que é indígena da etnia Tukano, nascida no Amazonas e moradora em Brasília. A mulher pede apoio dos movimentos sociais para os índios de MS. O vídeo foi divulgado no Youtube, há quatro dias, por canal intitulado “Canal do Cesão”.



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