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Capital

Hércules nega crime e diz que Yasmin foi morta por dívida de droga

Na ocasião do crime, testemunhas afirmaram que Yasmin saiu de casa dizendo que iria ao encontro de Hércules

Por Viviane Oliveira e Mirian Machado | 27/05/2022 09:50
Hércules durante julgamento na manhã desta sexta-feira. (Foto: Marcos Maluf)
Hércules durante julgamento na manhã desta sexta-feira. (Foto: Marcos Maluf)

Mesmo com relatos de testemunhas e provas que o incriminam, Hércules Alves de Souza, 22 anos, negou durante julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri, realizado na manhã desta sexta-feira (27), ter matado a ex-namorada, Yasmin Beatriz Almeida Guedes.

O crime aconteceu na madrugada do dia 29 de setembro de 2020, na Rua João Trivellato, no Jardim Colibri, em Campo Grande. Na ocasião, Hércules era foragido do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira, onde cumpria pena por roubo, e chegou a ficar sumido por 4 meses após a morte da ex.

Durante depoimento, Hércules contou que no dia do crime, estava com a atual mulher na favela da Homex e chegou a ser chamado para uma confraternização familiar, mas não foi, porque tinha que trabalhar no outro dia. Porém, no dia seguinte, a esposa que estava grávida na época passou mal e ele não foi para o serviço. Até então, ele não sabia da morte de Yasmin e só ficou sabendo depois que alguns vizinhos começaram a questioná-lo “por que ele tinha feito isso?"

Hércules acredita que a vítima foi morta por dívida de droga, porque “usava cocaína e maconha” e em outras ocasiões, já teve que pagar para livrar a ex. Hércules disse que namorou a jovem por quatro meses, 1 ano antes do crime, mas que ela foi presa logo depois e quando saiu, ele foi preso.

Os dois têm várias passagens pela polícia. Ele contou que Yasmin chegou a ir morar com a família dela no Paraná, mas retornou e ficou vivendo na casa da mãe dele. Quando os dois se conheceram, Yasmin tinha 14 e Hércules 16 anos. Na época do crime, a jovem morava com uma amiga. Quando Hércules foi preso pelo assassinato da jovem, ele não quis falar sobre o caso, afirmando que só se manifestaria em juízo.

Yasmin foi morta com 10 tiros. (Foto: Reprodução/Rede social)
Yasmin foi morta com 10 tiros. (Foto: Reprodução/Rede social)

Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o denunciado foi indicado como autor do crime pelas testemunhas ouvidas na fase de investigação. As amigas da vítima disseram que pouco antes de morrer, Yasmin saiu dizendo que iria se encontrar com Hércules.

Ela chamou um motorista de aplicativo para levá-la ao encontro com o ex. Como não tinha dinheiro para pagar toda a corrida, Hércules a encontraria, de motocicleta, no meio do caminho. A jovem saiu de casa levando o seu capacete cor-de-rosa. Testemunhas afirmaram que a jovem foi morta pelo rapaz que a levava na motocicleta. Ele a mandou descer em uma rua escura e a matou com 10 tiros. A jovem foi encontrada ainda com o capacete na cabeça.

Segundo Cairo Frazão, advogado de Hércules, a tese é a negativa de autoria. “Porque a defesa entende que houve várias falhas na parte de investigação. Segundo as amigas da vítima, ela tinha outros companheiros, mas direcionaram a investigação para quem era o mais provável”, disse.

Para a polícia, não há dúvidas de que Hércules planejou a morte da jovem depois de descobrir que ela tinha um novo relacionamento. Os dois marcaram de se encontrar e a caminho do local combinado, ele disparou vários tiros nela.

O resultado do julgamento será divulgado no período da tarde.

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