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Capital

Homem é investigado após denúncia de estupro feita pela filha na madrugada

Suspeito negou o crime e alegou que a mulher tem problemas psiquiátricos e costuma inventar histórias

Por Bruna Marques | 08/02/2026 08:21
Homem é investigado após denúncia de estupro feita pela filha na madrugada
Mulher aguardando atendimento em frente à Deam, na Casa da Mulher Brasileira (Foto: Arquivo / Osmar Veiga)

Homem de 49 anos é suspeito de estuprar a própria filha, de 32 anos, na madrugada deste domingo (8), no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Conforme consta no boletim de ocorrência a Polícia Militar foi acionada pela própria vítima. Ao chegar no imóvel, a mulher contou que havia acabado de ser estuprada pelo seu pai.

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Um homem de 49 anos é investigado por estuprar a própria filha, de 32 anos, no Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, na madrugada de domingo (8). A vítima acionou a Polícia Militar, relatando o crime, mas, durante o depoimento, mudou a versão, afirmando que o ato foi consentido, embora tenha dito que não era a primeira vez e que desejava encerrar a situação. O suspeito negou as acusações e alegou que a filha tem problemas psiquiátricos e costuma inventar histórias. O irmão da vítima, que estava na residência, declarou não ter presenciado nada. A mulher se dispôs a realizar exames para comprovar a relação sexual. Todos os envolvidos foram levados à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, onde a vítima solicitou medidas protetivas, incluindo o afastamento do pai do lar. O caso continua sob investigação.

Durante a entrevista, ao ser questionada se havia pedido socorro, já que outras pessoas estavam na residência, a vítima apresentou outra versão e disse que a relação teria sido consentida. Ela afirmou, no entanto, que o fato não era inédito e que queria encerrar a situação.

Na residência também estava o irmão da vítima, que declarou não ter visto nem ouvido nada. A mulher se dispôs a realizar exame de corpo de delito para comprovar que manteve relação sexual com o pai.

O suspeito negou a acusação. Ele também afirmou estar disposto a realizar exames e alegou que a filha tem problemas psiquiátricos, que se recusa a tratar, e que costuma ter surtos e inventar histórias. Segundo ele, a situação teria se agravado após a filha perder o ex-marido em um episódio de violência doméstica, no qual ela o matou em legítima defesa.

Diante das versões apresentadas, todos os envolvidos foram conduzidos à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Na delegacia, a vítima prestou novo depoimento e manifestou interesse em solicitar medidas protetivas, incluindo o afastamento do pai do lar. O caso segue sob apuração da autoridade policial.

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