Procissão e beijo da cruz marcam Sexta-feira Santa na Capital
Ligada a Carlo Acutis, paróquia recebe fiéis e reúne relatos de fé
Fiéis participaram da celebração da Sexta-feira Santa durante o fim da tarde de hoje (3), na Paróquia São Sebastião, região do Bairro Monte Carlo, em Campo Grande, em um momento de oração, reflexão e rituais tradicionais da data. A igreja recebeu grande público ao longo do dia, com celebração da Paixão de Cristo, procissão e o encontro simbólico entre Jesus Cristo morto e Maria.
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A paróquia, conhecida por abrigar a relíquia de Carlo Acutis, realizou a primeira Sexta-feira Santa após a canonização do jovem italiano. O local ficou cheio e exigiu estrutura extra para acolher os fiéis, com cadeiras do lado de fora, televisões e telões para quem não conseguiu espaço no interior.
Durante a celebração, os fiéis acompanharam momentos marcantes, como o beijo aos pés da cruz. Todas as imagens dos santos permaneceram cobertas, conforme a tradição católica neste período.
A procissão também mobilizou os participantes. O cortejo representou o encontro entre Jesus Cristo morto e Maria, um dos momentos mais simbólicos da Sexta-feira Santa.
Fiel da paróquia há oito anos, Adão Aparecido Rodrigues Martins, de 53 anos, destacou o significado espiritual da data. “Rezar, meditar o grande mistério de Deus que se faz homem, esse mistério tão grandioso, que é um milagre estrondoso. É o momento que a gente contempla e se maravilha, porque é um Deus que se preocupa e sempre se preocupará conosco. Dá vontade de estar todos os dias com Ele, de adorá-lo, de conversar com Ele. É um amor renovado”.
Moradora da Vila Margarida, Claudete Bruschi, de 59 anos, frequenta a igreja há 25 anos e mantém a tradição de participar da celebração.
“Eu sempre frequento essa comunidade. Meus filhos fizeram catequese, crisma, batismo, tudo aqui. Todos os anos a gente vem para esse momento de reflexão, de oração e de silêncio. É um momento de compaixão. Ver a igreja cheia, com bancos do lado de fora, dá conforto. Mostra que as pessoas buscam esse momento de fé. Eu considero uma das datas mais significativas para a igreja católica”.

A aposentada Josefa Oliveira Amorim, de 74 anos, relatou um testemunho de fé ligado à paróquia. “Eu cheguei aqui doente. O padre Martim fez oração em mim. Fiquei internada um mês e vinte dias no sanatório Mato Grosso e depois fiquei bem. Continuei aqui e nunca saio daqui. São Sebastião é o guardião da minha saúde. Mesmo quando não consigo vir, eu sinto que estou aqui”.
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