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Capital

Horas depois de expulsão, famílias voltam e refazem os barracos em área invadida

Em protesto contra a ação da prefeitura, os moradores fecharam avenida que dá acesso ao aterro sanitário

Por Viviane Oliveira e Paulo Francis | 28/07/2020 11:45
Guarda Municipal voltou ao local onde os moradores fecharam a rua e recontruiram os barracos retirados ontem pela Prefeitura (Foto: Paulo Francis) 
Guarda Municipal voltou ao local onde os moradores fecharam a rua e recontruiram os barracos retirados ontem pela Prefeitura (Foto: Paulo Francis)

Menos de 10 horas depois, as famílias que foram retiradas pela Prefeitura de Campo Grande da área pública às margens da BR-262, próximo ao aterro sanitário do Bairro Dom Antônio Barbosa II, voltaram a construir os barracos na manhã desta terça-feira (28), ao lado do terreno já loteado da antiga favela Cidade de Deus.

Em protesto contra a ação realizada na tarde de ontem pela Guarda Municipal, os moradores montaram barricada com pedaços de paus, sofás velhos e galhos de árvores para fechar parte da Avenida Evelina Figueiredo Selingardi, principal via que dá acesso ao aterro. Guardas Municipais estão no local e pediram para os moradores desbloquearem a rua.

O que também chama atenção é a quantidade de pessoas aglomeradas no local, sem máscaras.

Os moradores dizem que não vão resistir, mas voltarão novamente para área depois que os agentes forem embora. Afirmam ainda não ter para onde ir e que a maior parte do grupo é composto por pessoas desempregadas e que perderam a única fonte de renda em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Em nota a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) informou ontem que anteriormente a fiscalização já havia retirado os ocupantes da área pública e a administração municipal, inclusive, teria realocado essas famílias em novas áreas devidamente regularizadas.

O que chama atenção também é a quantidade de pessoas aglomeradas, sem máscaras. (Foto: Paulo Francis)
O que chama atenção também é a quantidade de pessoas aglomeradas, sem máscaras. (Foto: Paulo Francis)