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Capital

Igreja no Centro monta estrutura para atender suspeitas de covid

Médicos e enfermeiros voluntários vão atender população, mas priorizar profissionais da saúde e segurança

Por Silvia Frias | 09/08/2020 15:40
Grupo de voluntários é formado por médicos e enfermeiros (Foto/Divulgação)
Grupo de voluntários é formado por médicos e enfermeiros (Foto/Divulgação)

Grupo de médicos e enfermeiros voluntários irá fazer atendimento a pessoas com caso suspeito ou comprovado de covid-19. O projeto "Médicos Pela Vida/Brasil" começa amanhã, na sede de igreja no centro de Campo Grande, priorizando profissionais das áreas de saúde e segurança, mas aberto à população em geral.

A central de atendimento foi montada na Igreja Morada (Rua Barão do Rio Branco, em frente ao Rádio Clube Cidade) e começa a funcionar amanhã, a partir das 8h.

O médico toxicologista e nutrólogo Sandro Benites faz parte do grupo de voluntários e explica que o sistema será semelhante ao já adotado no polo em funcionamento no Parque Ayrton Senna, no bairro Aero Rancho.

Atendimento será feito em salas separadas (Foto/Divulgação)
Atendimento será feito em salas separadas (Foto/Divulgação)

Duas tendas foram montadas do lado de fora da igreja, para fazer a triagem dos pacientes. A ideia é priorizar os profissionais da saúde e segurança. “Temos colegas internados nos hospitais, tivemos casos de morte, isso afeta todo mundo, é uma forma de valorizar os profissionais”.

Paralelo a esses casos, haverá atendimento à população em geral, seguindo algumas classificações: pessoas do grupo de risco, com diagnóstico positivo para doença, casos suspeitos, que estejam do 1º ao 5º dia de sintomas ou contactantes.

Dentro da igreja, várias salas foram divididas para atender pacientes e separar os assintomáticos, sintomáticos, casos suspeitos e os confirmados que podem procurar por tratamento. O médico diz que o ambienta será regularmente desinfectado para evitar contágio.

Um dos defensores do tratamento da covid com Ivermectina, o médico diz que o centro é um apoio do combate à doença e não será, necessariamente, apenas para prescrição de medicamentos. “Ninguém é contra abordagem médica precoce; vamos ver se a pessoa está bem ou não, se precisa de medicamentos ou se deve ser encaminhada para hospital”.

Macas que foram levadas até a igreja (Foto/Divulgação)
Macas que foram levadas até a igreja (Foto/Divulgação)

Para ser atendida, a pessoa deve ir ao polo de segunda à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h, portando os documentos pessoais, como: RG, CPF, Carteira do SUS, Carteira Funcional (comprovação da área de atuação) e o laudo de contactantes de pacientes positivos para Covid em isolamento domiciliar, se tiver.

"O tratamento preventivo só será realizado mediante a autorização e não garante imunidade para os pacientes. Os medicamentos preescritos não serão distribuidos no local”, explica o cirurgião vascular Mauri Comparin, também voluntário do projeto. Com a receita, os pacientes devem ir à unidade de saúde para retirada dos remédios.

Os pacientes que receberem a receita e começarem o uso dos medicamentos, serão monitorados pela TeleMedicina, especialmente nos primeiros dez dias de atendimento.

Sandro Benites também diz que ainda não há como mensurar qual a capacidade de atendimento do polo e acredita que isso será calculado a partir de amanhã, com a demanda. Por isso, também pede a colaboração de outros colegas da saúde para o trabalho voluntário. “Mesmo que tenha só duas horas, não tem problema, é uma ajuda que precisamos”.

Para ser vonluntário, é preciso ser médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, assistente social ou formandos dessas áreas do penúltimo e último semestre. A igreja divulgou número para que os profissionais possam se voluntariar (3315-1967).

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