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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

30/04/2015 17:34

Imóveis trancados viram reduto para moradores de rua perto do Centro

Ricardo Campos Jr.
Cobertor e pedaços de papelão indicam que sacada é usada para pernoite de andarilhos (Foto: Marcelo Calazans)Cobertor e pedaços de papelão indicam que sacada é usada para pernoite de andarilhos (Foto: Marcelo Calazans)
Lixo e garrafas de bebidas alcoólicas em meio a restos de comida, fezes e urina (Foto: Marcelo Calazans)Lixo e garrafas de bebidas alcoólicas em meio a restos de comida, fezes e urina (Foto: Marcelo Calazans)

Moradores de rua estão invadindo imóveis fechados em áreas próximas ao Centro de Campo Grande. O problema incomoda quem trabalha e mora perto desses locais e se transforma em dor de cabeça para os donos, que têm que arcar com danos dos arrombamentos e pequenos incidentes.

Na Avenida Afonso Pena, uma das mais importantes da cidade, o local onde funcionava a pizzaria Afonso 1001 chegou a ser ocupado. Um empresário de 43 anos, que administra um estabelecimento perto do local, conta que havia movimentação em plena luz do dia.

“Foi motivo de revolta. Eu quase abri um boletim de ocorrência na polícia, só não fiz isso porque a mesma imobiliária que administra esse prédio também é dona do meu, mas nós ligamos várias vezes para a empresa reclamando. Há 40 dias, os moradores de rua colocaram fogo no local. Mediante esse acontecimento, o imóvel foi trancado”, conta.

Sem poder entrar, os andarilhos dormem junto à porta. No local há pedaços de papelão, restos de cigarro e comida, indicando que alguém pernoita ali. Na escada há fezes secas e acúmulo de lixo.

“Eles envolviam a gente no negócio. Eles vinham aqui, pediam para guardar bicicletas, pediam para tomar água e café”, relata indignado o empresário.

Insegurança - Perto da esquina da Avenida dos Estados com a Princesa Isabel, dois prédios postos à venda têm sido ocupados há cerca de dois anos. No local, colchonetes, cobertores e pedaços de papelão indicam que alguém dorme ali. Restos de bebidas alcoólicas se misturam a restos de cigarro, comida e cheiro de urina.

“Os mendigos pedem dinheiro, nos abordam embriagados. Polícia, já cansei de chamar. Juntam quatro, cinco pessoas no local usando drogas. Têm dias em que eu ligo para a empresa de segurança particular do meu escritório e peço para mandar um agente de moto para que eu possa sair”, conta uma arquiteta de 56 anos que trabalha perto dos imóveis.

Ela diz que os moradores de rua nunca chegaram a assaltar ou agredir vizinhos, mas o modo em que vivem traz insegurança. “Para mim, é um perigo”, relata.

Prédio que chegou a ser arrombado agora abriga moradores de rua na entrada (Foto: Marcelo Calazans)Prédio que chegou a ser arrombado agora abriga moradores de rua na entrada (Foto: Marcelo Calazans)
Na Cidade do Natal, andarilhos deixam redes e roupas no local (Foto: Marcelo Calazans)Na Cidade do Natal, andarilhos deixam redes e roupas no local (Foto: Marcelo Calazans)

Turismo – A Cidade do Natal, nos altos da avenida Afonso Pena, virou um verdadeiro “condomínio” de andarilhos. Nas casinhas do local há redes, colchões e cobertores. Na capelinha, o Campo Grande News encontrou um casal de chilenos que está ocupando o imóvel.

Eles saíram de Santiago, passaram pela Bolívia, entraram no Brasil por Corumbá e agora estão na capital. “Havia gente morando aqui antes quando nós chegamos, mas todos se foram”, relata.

Para sobreviver, o rapaz, de 24 anos, faz flores de EVA para vender nos sinais e a jovem faz malabarismos para conseguir trocados. A vida é bem simples e improvisada no espaço público, mas eles garantem que é provisório. “Somos viajantes”, acrescentou.



Se os proprietários desses imóveis não fossem tão gananciosos cobrando valores tão absurdamente altos para alugar ou vender esses imóveis, eles não estariam desocupados. Mas eles preferem "ceder" os imóveis aos moradores de ruas, desocupados, drogados, do que abaixar o valor, colocando toda a população ao redor em risco. E eu não estou sendo preconceituosa, sabemos que essas pessoas representam sim, perigo aos que moram ou precisam trabalhar nesses locais. Ou alguém coloca a mão no fogo e está disposto a correr o risco? O que seria melhor, reduzir o valor e cobrar um preço justo ou deixar à mercê desses desocupados, que depredam a propriedade e denigrem a imagem do local, prejudicando comerciantes e trabalhadores?
 
Mariana Carvalho em 30/04/2015 23:12:43
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