A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

23/07/2014 08:49

Índios invadem mais uma área e criam o sexto acampamento na Capital

Filipe Prado
Cerca de 20 famílias esperam o benefício da casa própria (Foto: Marcelo Victor)Cerca de 20 famílias esperam o benefício da casa própria (Foto: Marcelo Victor)

Índios invadiram, ontem, mais uma área e criaram o sexto acampamento na área urbana de Campo Grande. Depois do da invasão de um terreno na Vila Santa Mônica, cerca de 20 família indígenas armaram acampamento no Jardim Noroeste, na saída para Três Lagoas. Eles construíram novas "favelas" para pressionar o município a construir novas aldeias urbanas na Capital. 

Os indígenas alegam que receberam um intimação da prefeitura pedindo a saída, em um prazo de um ano, de um outro terreno, com medo, decidiram “mudar” para a área da frente.

Vilma Ferraz, 32 anos, é uma das indígenas que está liderando o acampamento. Ela contou que por volta das 8h de ontem (22), decidiram invadir o local. “Aqui só tem família. Só gente que precisa, que nunca teve uma casa da Emha (Agência Municipal de Habitação)”, revelou.

Algumas horas depois da invasão um homem, conforme Vilma, pediu a retirada dos barracos, senão iria “queimar todo o terreno”. Eles chamaram a polícia. Policiais constataram que o homem não possuia os documentos de posse do terreno.

“Nós não queremos nada de graça. Queremos comprar este terreno, mas de um modo que todos possam pagar”, afirmou Vilma.

A faxineira Maria Lima Egídio, 58, foi uma das que mudaram para o local. Dentre os moradores, ela é a única que vive sozinha em seu barraco, que ainda não foi terminado. Ela admitiu que sempre morou na rua e hoje, com os filhos morando em casas alugadas em outros bairros, não quer sair do local. “Não quero morar com filhos”, confessou.

“Vou levando a vida. Não tenho bolsa família, faço alguns bicos, mas não tenho como pagar aluguel”, completou Maria.

As famílias eram formadas, em sua maioria, por mulheres que decidiram mudar de vida e resolveram lutar pela casa própria, como Juliana de Almeida, 24, que mora somente com os dois filhos pequenos.

Desde que a filha tinha uma ano ela possui cadastro no programa da Emha. Hoje a menina tem 11 anos e ainda não conseguiu ser beneficiada. “Eu também tentei fazer o bolsa família, mas me disseram que eu não podia ter o benefício por que eu não tinha casa”, alegou.

As casas, feitas de pedaços de madeiras e lonas, foram construídos com materiais do lixão, emprestados ou com a ajuda de vizinhos, mas eles afirmaram que não querem mais nenhum tipo de doação.

“Vamos lutar pela nossa casa, mas de graça a gente não quer. Nós merecemos isso como todo mundo, pois nós não somos bichos”, acrescentou Vilma.

Segundo os índios, eles montaram outros cinco acampamentos na Capital. Atualmente, Campo Grande conta com quatro aldeias urbanas, sendo que a mais famosa é a Marçal de Souza, no Bairro Tiradentes, que foi a primeira a ser criada.

Juliana mora no barraco com os dois filhos (Foto: Marcelo Victor)Juliana mora no barraco com os dois filhos (Foto: Marcelo Victor)
Maria, sozinha, tenta finalizar a casa (Foto: Marcelo Victor)Maria, sozinha, tenta finalizar a casa (Foto: Marcelo Victor)


Acho que o certo é devolver tudo para os indios e dane-se a população não indigena, vamos regredir 500 anos e pronto, afinal todos falam que o país é deles mesmo não é? O governo tá se lixando para os conflitos, os fazendeiros não podem levantar um dedo que sai o maior bafafá, então deixa tudo pra eles e vamos embora para algum país desenvolvido.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 23/07/2014 12:25:44
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions