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11/07/2014 09:56

Infraestrutura e loteamento chique "espantam" criminalidade de bairro

Filipe Prado
A infraestrutura e avenidas do bairro espantaram a violência do Tirandentes (Foto: Marcelo Victor)A infraestrutura e avenidas do bairro espantaram a violência do Tirandentes (Foto: Marcelo Victor)

O Bairro Tiradentes foi sempre caracterizado como um dos mais violentos de Campo Grande. Agora com uma população de 21.896 pessoas, segundo o levantamento de 2010 do Sisgran (Sistema Municipal de Indicadores Georreferenciados para o Planejamento e a Gestão de Campo Grande), os moradores avaliam que após a evolução da infraestrutura e a inauguração de novas avenidas, a região está mais tranquila.

“Melhorou 1000%”, comemorou o fretista Ezídio Mafessoni, 65 anos. Ele contou que há 17 anos mora no bairro e depois da criação da avenida principal, a José Nogueira Vieira (antiga Adventista), muitos “malandros foram embora”, comentou.

Em meados do ano 2000, de acordo com Ezídio, aconteciam muitos tiroteios no bairro e ocorriam de dois a três homicídios por semana. “Não saia quando escurecia”, relembra o fretista sobre o medo no Tiradentes.

O Residencial Damha também foi um divisor de águas para o bairro. O empresário Luiz Silveira, 39, que possui um comércio no bairro há 10 anos, concluiu que o conjunto habitacional de classe média trouxe vários benefícios para o Tiradentes. “O residencial influenciou muito o bairro, também pelo fato de ele ser perto do shopping e centro da cidade”.

Quase todas as vias do bairro já possuem pavimentação, o que, segundo Luiz, valorizou os lotes no Tiradentes. “Eu já tenho sede própria, mas quem for comprar algo percebe que está valorizado”, observou. “Não posso reclamar, aqui melhorou muito”, completou o empresário.

Ezídio afirmou que o bairro melhorou 1000% (Foto: Marcelo Victor)Ezídio afirmou que o bairro melhorou 1000% (Foto: Marcelo Victor)
Luiz observou que o Damha influenciou no crescimento do Tiradentes (Foto: Marcelo Victor)Luiz observou que o Damha influenciou no crescimento do Tiradentes (Foto: Marcelo Victor)

Com somente 10 meses na Região do Tiradentes, o vendedor Áureo Pires Machado, 28, sente-se muito seguro ao andar pelas ruas do bairro. “Aqui é bem tranquilo. Sempre vou na praça por volta das 23h para passear”, contou.

“Eu acho que lá pelo centro do bairro a violência deve ser maior”, completou Áureo.

Mas nem todos sentem esta sensação de segurança. Mesmo com as melhorias aparentes, a dona de casa Leda de Souza Barbosa, 50, ainda reza ao sair à noite de casa. “Quando preciso sair à noite vou orando, pedindo proteção a Deus, mas ainda sim com medo”, alegou.

Leda já sofreu cinco tentativas de furto em sua casa, o seu vizinho também. “Ele colocou câmeras e cerca elétrica e eu alarme em conjunto com a cerca”, assumiu. Ela contou que há 24 anos mora na região, mas antes sempre ouvia tiroteios, o que hoje já não é comum.

A dona de casa Sandra Santana, 50, questionou a quantidade de usuários de drogas no bairro. Nas caminhadas diárias que ela faz, Sandra percebeu que muitos “malandros” ficam envolta da Lagoa Itatiaia.

“Mas até que está tranquilo, melhorou bastante, não é mais tá violento”, reconheceu Sandra.

A dona de casa Sandra percebeu a grande quantidade de usuários, mas reconheceu que o bairro está mais tranquilo (Foto: Marcelo Victor)A dona de casa Sandra percebeu a grande quantidade de usuários, mas reconheceu que o bairro está mais tranquilo (Foto: Marcelo Victor)
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Infelizmente nem tudo é flores no Tiradentes/Itatiaia. A falta de asfalto na região próxima ao Posto de Saúde é uma vergonha. Causa inúmeros transtornos aos usuários pois como tem uma lombada na frente do posto as pessoas, em geral doentes ou debilitados, são obrigadas a estacionar seus veículos na rua de terra cascalhada próxima ao posto e se dirigir de muleta ou cadeira de rodas até lá em meio as pedras, com sérios riscos de acidente. Mas não é só, os próprios moradores sofrem com a falta de asfalto. Na chuva é um barro terrível, com poças de lama intermináveis e, na época de seca, uma poeira sufocante, agravada pelo enorme fluxo de veículos no local. Espero que os responsáveis voltem os olhos para aquela região que, apesar da aparente prosperidade está esquecida pelas autoridades.
 
Silvio Albertin Lopes em 11/07/2014 13:42:13
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