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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

16/08/2017 10:25

Inocentados do caso Mayara passam o dia em família, após deixar prisão

Anderson Pereira e Ronaldo Olmeido preferiram não dar declarações públicas e permaneceram ao lado de parentes no primeiro dia de liberdade após serem inocentados de latrocínio de musicista

Rafael Ribeiro
Anderson e 'Cachorrão':emocionados e livres, inocentados se agarram em família para superar caso (Foto: Marcos Ermínio)Anderson e 'Cachorrão':emocionados e livres, inocentados se agarram em família para superar caso (Foto: Marcos Ermínio)

Depois de ficarem quase três semanas presos, primeiro na carceragem da Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) e depois no Presídio de Trânsito de Campo Grande, os dois presos no caso da morte da musicista Mayara Amaral, 27 anos, soltos na última terça-feira (15) pela Justiça após serem inocentados do latrocínio (morte em assalto), preferiram o silêncio e o foco em suas famílias no primeiro dia de liberdade após serem envolvidos no crime que ganhou repercussão nacional.

Livre até mesmo do indiciamento por tráfico, depois que o Ministério Público Estadual alegou não ter provas concretas, o ajudante geral Ronaldo da Silva Olmeido, o ‘Cachorrão’, 30 anos, passou esta manhã em sua casa, na Vila Santa Luzia (zona norte).

Uma mulher que se identificou como sua companheira atendeu o portão já enfatizando que ele não quer dar declarações sobre o caso. Não neste momento, especial para ele.

“Moço, ele ficou sozinho lá, sem ver ninguém, está com saudades dos filhos, muito emocionado, no momento a prioridade é ficar com a gente e colocar a cabeça no lugar”, disse, fechando o portão em seguida.


Vizinhos ouvidos pela reportagem ficaram felizes ao verem ‘Cachorrão’ chegar em casa. “Acompanhamos angustiados tudo isso. Ele é uma pessoa do bem, cresceu aqui no bairro, não é justo que pagasse pelo que o playboy (o também músico Luís Alberto Bastos Barbosa, 29, único preso pelo crime) fez”, disse um deles, que prefere não se identificar.


No bairro vizinho do José Abraão (zona norte), onde moram os familiares do pedreiro Anderson Sanches Pereira, 31, o fim da angústia também foi a tônica.


Duas senhoras de idade, de fala pausada e semblante desconfiado, primeiro se recusam a dar entrevista. Só mudam de ideia com a garantia do anonimato. E desabafam.


“Não é justo o que nós passamos desde que essa história toda começou. Muito sofrimento para todo mundo. Expuseram ele de forma cruel, para a verdade aparecer agora”, disse uma delas.


Segundo elas, Pereira passou na casa com a mulher ainda na noite de terça-feira, após ser liberado do Presídio de Trânsito e depois saiu com ela e os três enteados, não tendo o destino revelado.


“Quando ela ligou avisando que ele ia sair foi uma emoção muito grande. Um misto der alegria com alívio pela verdade. Ele é uma pessoa do bem. A caçula (enteada de 8 anos de Pereira) foi a que mais gostou de ver o pai solto”, completou.

Sobre a passagem anterior por roubo que Pereira já cumpriu pena, as familiares dizem que não era motivo para que ele seguisse preso. “Todo mundo tem o direito de errar. E ele pagou. Prometeu nunca mais errar desde que o pai morreu (em um acidente de carro, há um ano e quatro meses). E tenho certeza de que cumpre isso”, garantiu.




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