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Capital

Jovem acusado por acidente com morte em racha está foragido

Por Aline Queiroz | 06/03/2011 16:58

Polícia esteve nos dois endereços e não encontrou rapaz envolvido em colisão que matou Mayana

Anderson é considerado foragido. (Foto: João Garrigó)
Anderson é considerado foragido. (Foto: João Garrigó)

Anderson de Souza Moreno está foragido desde o dia 02 de março, quando o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, expediu mandado de prisão contra ele. O rapaz é acusado de disputar racha quando se envolveu no acidente que terminou com a morte da estudante Mayana de Almeida Duarte, 23 anos.

A Polícia Civil já esteve nos dois endereços fornecidos por Anderson e não o encontrou. Desde o dia da decisão judicial um esquema policial foi montado nos locais, porém, o rapaz não foi localizado.

Anderson de Souza Moreno e Willian Jhony de Souza Ferreira vão a júri popular no próximo dia 30.

Segundo a denúncia, os dois disputavam corrida pela Avenida Afonso Pena, quando o carro dirigido por Anderson atingiu o de Mayana.

A estudante seguia pela Rua José Antônio, na madrugada de 14 de junho do ano passado quando sofreu o acidente.

Ela permaneceu internada, não resistiu aos ferimentos e faleceu dia 25 de junho.

Conforme a sentença de pronúncia do magistrado, há no processo provas de que os dois jovens assumiram o risco de causar o acidente, pois trafegavam em alta velocidade pela avenida Afonso Pena e tinham consumido bebidas alcoólicas momentos antes.

“... as provas sinalizam que Anderson e Willian estavam, em princípio, fazendo "racha", o que caracteriza dolo eventual pela previsão e aceitação do resultado morte de um transeunte, mormente se a Afonso Pena é a principal avenida por onde circula todo o trânsito desta Capital a qualquer hora do dia e da noite em razão do intenso fluxo de veículos”, diz o juiz no despacho da sentença de pronúncia.

Além disso, Anderson, que dirigia um Vectra, de acordo com relato de testemunhas, passou no semáforo vermelho no cruzamento com a Rua José Antônio.

Diante de todas as provas e apesar da negação de racha e desrespeito às demais leis de trânsito, Anderson e Willian foram pronunciados por homicídio doloso (com intenção), qualificado pelo motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e também por conduzir veículo embriagado e disputa de racha.

O pedido de restrição de liberdade para Anderson foi feito ao juiz pelo MPE durante audiência realizada dia 28 de fevereiro. De acordo com a acusação, mesmo com histórico de desrespeito às leis de trânsito e ter se envolvido em dois acidentes com morte, o rapaz continuou a dirigir.

Oito meses depois do acidente que resultou na morte de Mayana, Anderson, que estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) apreendida devido à colisão na avenida Afonso Pena, foi flagrado com o carro dele, na contramão.

O Kadett dele, conforme laudo pericial, tem características de veículo preparado para racha.

Desta maneira, o promotor Douglas Oldergado pediu a prisão de Anderson e o juiz deferiu a solicitação.

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