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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019

21/03/2017 14:15

Jovem de 27 anos é suspeita de vender filha recém-nascida a casal

Mãe disse à polícia que decidiu "doar" bebê a casal conhecido, porque passava por dificuldades financeiras

Luana Rodrigues
Casal já havia preparado quarto para receber bebê. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)Casal já havia preparado quarto para receber bebê. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

A Polícia Civil investiga a suposta venda de um bebê recém-nascido a moradores do bairro Coophatrabalho, em Campo Grande. Já a jovem de 27 anos alega que resolveu dar a filha para “adoção”, porque estaria passando por “dificuldades financeiras”. O caso foi descoberto na manhã desta segunda-feira (20), depois que o setor psicossocial do hospital ficou sabendo da negociação.

De acordo com o boletim de ocorrência, em conversa com a psicóloga do hospital, a mãe da criança confessou que estava passando por dificuldades financeiras durante a gestação e que realmente "passou por sua cabeça doar a criança" para uma mulher de 38 anos e o esposo dela de 44 anos, pelo fato de que “teriam melhores condições para criarem a menina”.

Casal já havia preparado quarto para receber bebê. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)Casal já havia preparado quarto para receber bebê. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Ainda conforme o registro, a mãe e o casal já haviam combinado que após receberem alta, a mulher e o bebê iriam ficar um tempo na casa dos dois, até que decidisse se realmente "doaria" a criança para o casal.

Diante da doação ilegal, a psicóloga do hospital chamou a polícia que, por meio de investigações, descobriu que na casa do casal já havia roupas, berço, cômoda e fraldas para a bebê e que no celular da mulher que "adotaria" a criança, havia mensagens de “parabéns, Mamãe”, dando a entender que a mãe realmente entregaria a filha recém-nascida para ela.

O casal e a mãe da criança irão responder por prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa. Eles prestaram depoimento à polícia, porém foram liberados. O caso é apurado pela Dpca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

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