MP quer manter prisão de grupo que veio de São Paulo para furto de joias em MS
Jovens brancos e de cabelos lisos entraram sem dificuldades em edifício na Capital
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendou a manutenção da prisão de um grupo de São Paulo suspeito de furtar joias em Campo Grande. O caso teve início em maio de 2025, quando uma cirurgiã-dentista relatou o arrombamento de seu apartamento no Bairro Monte Castelo. Quatro jovens e um adolescente foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal na BR-262, em Ribas do Rio Pardo. Com eles, foram encontrados 54 itens, incluindo joias roubadas do apartamento. As câmeras de segurança identificaram dois dos suspeitos, e o Superior Tribunal de Justiça manteve as prisões devido à gravidade do crime.
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) deu parecer para que seja mantida a prisão de grupo que veio de São Paulo (SP) e é suspeito de invadir apartamento em Campo Grande para furtar joias.
- Leia Também
- Jovens são presos após espancamento deixar homem com afundamento de crânio
- Após quatro prisões por furto, Justiça mantém “Microfone” preso
No dia 9 de maio de 2025, uma cirurgiã-dentista fez Boletim de Ocorrência na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para relatar que seu apartamento, no Bairro Monte Castelo, foi arrombado. As câmeras registraram a entrada de dois jovens brancos e de cabelos lisos. Ela não sabia quem tinha liberado o acesso.
A vítima citou o furto de uma mochila infantil. As imagens mostram um deles saindo do edifício com a mochila nas costas. No mesmo dia, mas às 21h, quatro jovens foram presos e um adolescente apreendido pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, a 98 km da Capital.
Dentre os 54 itens encontrados, algumas joias estavam entre as levadas do apartamento no Monte Castelo. A equipe abordou dois veículos que estavam em alta velocidade. O Peugeot 208 levava Jefferson Junior Ruiz de Souza, Felipe Laguna Horácio e o adolescente de 17 anos. No Ford Fiesta, viajavam Caue Fabrizzio Bonanata e Ghada Ahmad Kalal.
Todos eram residentes em São Paulo. Eles se mostravam nervosos e com informações desconexas sobre a viagem a Mato Grosso do Sul. Nos dois carros, foram localizadas caixas com joias e luvas cirúrgicas. A PRF contatou a Polícia Civil. Nos vídeos gravados no prédio, a polícia identificou Felipe e o adolescente.
No plantão de 11 de maio, Samantha Ferreira Barione decretou as preventivas, que vêm sendo mantidas desde então.
“Aparentemente os custodiados se uniram em desígnios para a prática de furto em condomínio edilício, empregando modus operandi audacioso, sendo que se deslocaram de outro Estado da Federação para essa finalidade. Ora o fato de saírem de São Paulo-Capital para supostamente cometerem crime em Campo Grande-MS evidencia o risco que representam à ordem pública caso permaneçam em liberdade”, apontou a magistrada.
A situação também foi destacada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em agosto de 2025, quando o ministro Carlos Cini Marchionatti negou pedido de habeas corpus para Caue. A defesa sustentou que a prisão foi baseada em decisões equivocadas e que ele tem residência fixa e bons antecedentes.
Para o ministro, apesar de apenas dois aparecerem nos vídeos, o flagrante das joias nos dois carros traz indícios da participação de todos.
Na última revisão de prisão preventiva, em setembro do ano passado, o juiz da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, Waldir Peixoto Barbosa, manteve o grupo preso.
Já no parecer do MPMS, datado de 5 de dezembro de 2025, o promotor Fabrício Proença de Azambuja, reforça que já foram realizadas audiências na ação penal.
“Com efeito, as provas do envolvimento dos autuados no fato pelo qual já foram denunciados são robustas e ainda remanesce o considerável abalo à ordem pública, considerando-se a periculosidade demonstrada pelo agente e a gravidade da conduta praticada”.
De acordo com a advogada Milena Mecho, que atua na defesa de Ghada Ahmad Kalal, ela foi solta no fim do ano passado, após colaborar com a Justiça. Por meio da defesa, Ghada declarou estar arrependida. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dos demais citados.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.


