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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

26/03/2013 10:12

Juiz adia júri da morte de advogado e manda conta para major da PM

Mariana Lopes
Juiz cancela Tribunal do Júri porque Polícia Militar não trouxe réu de Costa RicaJuiz cancela Tribunal do Júri porque Polícia Militar não trouxe réu de Costa Rica

A Justiça de Campo Grande adiou, na manhã de hoje, por causa da ausência de um dos três acusados, o júri popular da morte do advogado Nivaldo Nogueira de Souza, ocorrida em 2009, em Costa Rica. O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida anunciou que vai mandar a conta para o comando da Polícia Militar de Paranaíba, que não realizou a escolta de David da Silva Rosendo, que está preso na delegacia da cidade onde ocorreu o crime.

O juiz disse que irá abrir processo administrativo contra o comandante da PM de Paranaíba, major Ademir Oliveira, e pedir que ele arque com as despesas do Tribunal do Júri de hoje. 

“Foi uma falta de responsabilidade, liguei três vezes para o comando da PM ontem, para garantir que estava tudo certo com a escolta, gastamos com gasolina para transportar os outros dois réus, diária de policial, sem contar o gasto das famílias que vieram de Costa Rica para acompanhar o julgamento”, acusa o juiz.

Além de David, também seriam julgados, nesta terça-feira, Michel Leandro dos Reis e Francisco Pereira Feitoza, que estão presos no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Segundo Carlos Alberto Garcete, o major Ademir Oliveira disse que houve equívoco na administração da escolta e o réu nem chegou a sair de Costa Rica. “Vou pedir apuração de responsabilidade, o comandante terá que responder pela omissão dele”, afirmou o magistrado.

O júri de David, Michel e Francisco foi remarcado para o dia 23 de abril.

Também envolvidos no caso, Oswaldo José de Almeida, Edoildo Ramos e Jair Roberto Cardoso iriam a júri popular no final de abril e começo de maio, mas, de acordo com o juiz, o julgamento deles também sofrerá alteração por causa do adiamento do júri de hoje.

O advogado teria sido morto a mando do pecuarista, que se sentiu importunado pelo advogado. 

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O Exmo. Senhor Juiz de Direito sentiu na pele o que passam as testemunhas, advogados e réus, quando o judiciário, sem a devida comunicação das partes, transfere audiências previamente agendadas.
Boa idéia do Juiz, "responsabilizá-los pelas despesas".

Flavio Luis F. da Silva.
 
flavio luis filiu da silva em 26/03/2013 16:37:47
Se fosse um outro órgão qualquer, a culpa seria do estagiário.
Mas como na PM não tem estagiários, com certeza vai sobrar para o praça, aquele coitado que nem as chaves da viatura pode pegar senão por ordem expressa do superior hierárquico.
 
Jair Pereira Bastos em 26/03/2013 16:10:15
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