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Capital

Juiz mantém sentença que mandou "Mistério" a júri por execução

Vítima de 24 anos foi alvo de execução por anunciar que fazia parte de facção rival do PCC

Por Marta Ferreira | 26/04/2021 14:03
Eder de Barros Vieira, o "Mistério", é réu por ordenar "tribunal do crime" do PCC. (Foto: Reprodução de vídeo)
Eder de Barros Vieira, o "Mistério", é réu por ordenar "tribunal do crime" do PCC. (Foto: Reprodução de vídeo)

O juiz Carlos Alberto Garcete manteve a sentença de pronúncia que mandou a júri popular cinco réus pela execução de Sandro Lucas de Oliveira, o “Alemãozinho”, aos 24 anos, ocorrida em sessão de tortura, o “tribunal do crime”, em dezembro de 2019. Entre os réus está Eder de Barros Vieira, 38 anos, o “Mistério”, liderança do PCC (Primeiro Comando das Capital) nas ruas em Campo Grande, segundo as investigações.

A defesa de “Mistério” havia recorrido da decisão do magistrado, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri, assim como os representantes legais de Sidnei Jesus Rerostuk, de 28 anos, acusado de ser o executor do assassinato. “Capetinha”, como é chamado, aparece em vídeo admitindo ter cortado a cabeça da vítima.

Segundo as apurações, a ordem para isso foi dada por “Mistério”, que é apontado como chefe da facção nas ruas.    O justiçamento seria vingança por "Alemãozinho" ter dito fazer parte da facção rival do PCC, o Comando Vermelho.

Os outros três réus pelo caso, Rafael Aquino de Queiroz, o “Professor”, Adson Vitor da Silva Faria, o “Ladrão de Almas”, e Eliezer Nunes Romero, o “Maldade”, não apresentaram recurso.

Agora, o caso vai para apreciação do segundo grau, no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

As defesas alegam não haver provas da participação na execução. “Mistério” nega, até, ser parte do PCC, embora tenha dito isso em depoimento gravado na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

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