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Política

Após Operação Spotless, Câmara de Terenos avalia documentos e possível CPI

Até um vereador foi alvo; parlamentares analisarão provas sigilosas para avaliar medidas

Por Maristela Brunetto | 05/02/2026 09:48
Após Operação Spotless, Câmara de Terenos avalia documentos e possível CPI
Promotores e policiais durante cumprimento de mandados na prefeitura de Terenos no ano passado (Foto: Arquivo/ Henrique Kawaminami)

A Câmara de Vereadores de Terenos recebeu documentação sigilosa do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para os parlamentares avaliarem o que foi apurado no âmbito da “Operação Spotless”. Ela ficará disponível em uma sala especial para que os vereadores conheçam o conteúdo e avaliem quais procedimentos vão adotar.

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A Câmara de Vereadores de Terenos recebeu documentação sigilosa do Ministério Público de Mato Grosso do Sul referente à "Operação Spotless", que investiga irregularidades em contratos da administração municipal. Os documentos ficarão disponíveis em sala especial por dois meses para análise dos parlamentares. A operação já resultou no afastamento do prefeito Henrique Wancura Budke e do vereador Arnaldo Godoy Cardoso Glagau. As investigações apontam esquema de propinas em contratos públicos que somam R$ 16,5 milhões, com pelo menos 20 pessoas denunciadas à Justiça.

Um vereador foi alvo de uma das fases da investigação e segue afastado. O que foi divulgado em novembro do ano passado é que Arnaldo Godoy Cardoso Glagau, além do mandato, também mantinha atividade empresarial e contratos com o poder público. A vaga é ocupada por suplente. O prefeito, Henrique Wancura Budke, chegou a ficar preso e também foi afastado. Entre as medidas cautelares impostas a investigados estavam a impossibilidade de manter contratos com a prefeitura e até uso de tornozeleira.

Em nota, a Câmara informou que a Câmara não é alvo de investigação. Segundo o presidente, Leandro Caramalac (PSD), a Casa seria vítima “de empresas externas que participaram de processos licitatórios e que supostamente cometeram fraudes”, consta em nota pública divulgada esta manhã. Segundo ele, empresas que depois se tornaram investigadas já não prestam serviços ao Legislativo.

Sobre a avaliação dos documentos sigilosos obtidos pelos investigadores, a Câmara colocou-os disponíveis em uma sala especial, para que sejam analisados em um período de dois meses, para que após, os parlamentares decidam quais providências adotar, como eventual instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

A investigação sobre supostas irregularidades em contratos na Administração de Terenos resultou em pelo menos três operações para cumprimento de buscas e apreensões e até prisões entre 2024 e 2025. Pelo menos 20 pessoas já foram denunciadas à Justiça.

Pelo que foi apurado, haveria uma prática de contratação de empresas mediante recebimento de propina. Os valores seriam de pelo menos R$ 16,5 milhões em contratos para obras, com revezamento das empresas beneficiadas.