Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul
Crime aconteceu em novembro de 2023; irmão do réu foi condenado a 14 anos em setembro de 2025
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Campo Grande decidiu absolver Gabriel Valdonado de Souza, de 27 anos, nesta sexta-feira (29), acusado de envolvimento no assassinato de Erick Luciano Santos Lopes, de 22 anos. O crime ocorreu às vésperas do Dia de Finados de 2023, no bairro Danúbio Azul, região norte de Campo Grande.
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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Gabriel Valdonado de Souza, Rafael Valdonado de Souza e o pai, Nivaldo Benjamim de Souza, estavam envolvidos no assassinato de Erick, também conhecido como “Mega”. No dia 1º de novembro de 2023, os três teriam ido até a casa da vítima em um Peugeot 206. Gabriel e Rafael teriam entrado no imóvel e efetuado dois disparos contra o jovem.
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Enquanto os irmãos estavam na residência, o pai permaneceu no carro, aguardando. Conforme o inquérito, a vítima, junto com alguns amigos, havia agredido Gabriel após o réu tentar furtar uma bicicleta. Em represália às agressões sofridas, a família teria decidido matar Erick. Ainda conforme o Ministério Público, Rafael foi quem entrou na casa armado e, ao encontrar Erick, efetuou os disparos.
Gabriel e o pai, Nivaldo, foram presos logo após o assassinato, em uma unidade de saúde. Os dois somavam 46 passagens pela polícia ao longo dos anos. Eles permaneceram em silêncio durante o depoimento na delegacia e, em 3 de novembro, passaram por audiência de custódia, quando tiveram a liberdade provisória concedida mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Durante o Tribunal do Júri desta sexta-feira (29), a defesa de Gabriel sustentou a absolvição por negativa de participação e insuficiência de provas, participação de menor importância, reconhecimento do privilégio por domínio da violenta emoção, injusta provocação da vítima e afastamento das qualificadoras. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Gabriel.
Irmão - Rafael Valdonado, que ficou foragido após o crime, chegou a enviar uma carta ao pai negando o assassinato de Erick Luciano. No texto entregue por Nivaldo à reportagem do Campo Grande News, Rafael negava ter sido o autor do disparo e afirmou que, ao ver o irmão ferido, foi atrás dos responsáveis, mas não encontrou ninguém.
No relato, Rafael ainda disse que foi até o endereço onde “Mega” estava e teria recebido ameaças: “Disse para eu sair fora, senão vamos quebrar vocês dois como fizemos com o seu irmão”. Segundo a carta, no momento em que Erick teria feito menção de se levantar, ele afirmou: “Eu não estava armado, nem fui lá com intenção de matar ninguém, mas não sabia que o cara que foi comigo estava e sacou a arma e atirou”.
Em setembro de 2025, Rafael sentou no banco dos réus do Tribunal do Júri e foi condenado a 14 anos de reclusão pelo assassinato de Erick.
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