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Capital

Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul

Crime aconteceu em novembro de 2023; irmão do réu foi condenado a 14 anos em setembro de 2025

Por Clara Farias | 29/05/2026 13:16
Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul
Corpo de Erick após ser executado a tiros em frente de casa no Danúbio Azul (Foto: Direto das Ruas)

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Campo Grande decidiu absolver Gabriel Valdonado de Souza, de 27 anos, nesta sexta-feira (29), acusado de envolvimento no assassinato de Erick Luciano Santos Lopes, de 22 anos. O crime ocorreu às vésperas do Dia de Finados de 2023, no bairro Danúbio Azul, região norte de Campo Grande.

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Campo Grande absolveu Gabriel Valdonado de Souza, 27 anos, acusado de envolvimento no assassinato de Erick Luciano Santos Lopes, 22 anos, ocorrido em novembro de 2023 no bairro Danúbio Azul. A defesa alegou insuficiência de provas e negativa de participação. O irmão Rafael, apontado como autor dos disparos, foi condenado a 14 anos de reclusão em setembro de 2025.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Gabriel Valdonado de Souza, Rafael Valdonado de Souza e o pai, Nivaldo Benjamim de Souza, estavam envolvidos no assassinato de Erick, também conhecido como “Mega”. No dia 1º de novembro de 2023, os três teriam ido até a casa da vítima em um Peugeot 206. Gabriel e Rafael teriam entrado no imóvel e efetuado dois disparos contra o jovem.

Enquanto os irmãos estavam na residência, o pai permaneceu no carro, aguardando. Conforme o inquérito, a vítima, junto com alguns amigos, havia agredido Gabriel após o réu tentar furtar uma bicicleta. Em represália às agressões sofridas, a família teria decidido matar Erick. Ainda conforme o Ministério Público, Rafael foi quem entrou na casa armado e, ao encontrar Erick, efetuou os disparos.

Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul
Local onde Erick foi morto no Danúbio Azul (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Gabriel e o pai, Nivaldo, foram presos logo após o assassinato, em uma unidade de saúde. Os dois somavam 46 passagens pela polícia ao longo dos anos. Eles permaneceram em silêncio durante o depoimento na delegacia e, em 3 de novembro, passaram por audiência de custódia, quando tiveram a liberdade provisória concedida mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Durante o Tribunal do Júri desta sexta-feira (29), a defesa de Gabriel sustentou a absolvição por negativa de participação e insuficiência de provas, participação de menor importância, reconhecimento do privilégio por domínio da violenta emoção, injusta provocação da vítima e afastamento das qualificadoras. O Conselho de Sentença decidiu pela absolvição de Gabriel.

Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul
Gabriel Valdonado sentado no banco dos réus (Foto: Campo Grande News/Arquivo)
Júri absolve acusado de envolvimento em execução no Danúbio Azul
Carta escrita por Rafael e entregue a reportagem (Foto: Direto das Ruas)

Irmão - Rafael Valdonado, que ficou foragido após o crime, chegou a enviar uma carta ao pai negando o assassinato de Erick Luciano. No texto entregue por Nivaldo à reportagem do Campo Grande News, Rafael negava ter sido o autor do disparo e afirmou que, ao ver o irmão ferido, foi atrás dos responsáveis, mas não encontrou ninguém.

No relato, Rafael ainda disse que foi até o endereço onde “Mega” estava e teria recebido ameaças: “Disse para eu sair fora, senão vamos quebrar vocês dois como fizemos com o seu irmão”. Segundo a carta, no momento em que Erick teria feito menção de se levantar, ele afirmou: “Eu não estava armado, nem fui lá com intenção de matar ninguém, mas não sabia que o cara que foi comigo estava e sacou a arma e atirou”.

Em setembro de 2025, Rafael sentou no banco dos réus do Tribunal do Júri e foi condenado a 14 anos de reclusão pelo assassinato de Erick.

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