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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

09/08/2016 13:02

Justiça afasta crianças do namorado da mãe após suspeitar de estupro

Guilherme Henri
Caso é investigado na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Foto: Guilherme Henri)Caso é investigado na Delegacia Especializada de Proteção a Criança e ao Adolescente (Foto: Guilherme Henri)

Suspeita de que dois irmãos de 3 e 4 anos foram estuprados pelo namorado da mãe o afastou do convívio familiar com as crianças. O caso aconteceu em Campo Grande e a denúncia foi feita pelo pai das crianças ao Conselho Tutelar.

Ao receber a denúncia feita pelo pai das vítimas, o Conselho Tutelar  encaminhou o caso a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) que instaurou inquérito. A situação foi levada à Justiça também, que decidiu não tirar os meninos de casa porque a mãe não é apontada como autora, mas advertiu que o suspeito deve se afastar das crianças.

O caso chegou a conhecimento da polícia no dia 3 de agosto, porém só veio a tona nesta semana. Segundo o delegado titular da Depca, Paulo Sérgio Lauretto, os meninos passavam o fim de semana na casa do pai. Em uma reunião como toda a família um dos meninos teria dito que o “tio”, ao se referir ao namorado da mãe, que é personal trainer, abusava dele e do irmão.

Uma tia teria ouvido o que o menino disse e pediu para que ele repetisse a frase enquanto gravava um vídeo com seu aparelho celular. Logo mostrou ao irmão, que procurou o conselho já com as duas crianças e denunciou o estupro. “Elas foram ouvidas por nossa psicóloga e contaram sobre os abusos. O procedimento padrão foi adotado e os órgãos competentes acionados”, explica.

Delegado que cuida do caso Fábio Sampaio (Foto: Amanda Bogo)Delegado que cuida do caso Fábio Sampaio (Foto: Amanda Bogo)

O caso ficou aos cuidados do delegado Fábio Sampaio, da Depca, que detalhou que todos os envolvidos já foram intimados para serem ouvidos. “O vídeo foi encaminhado para a perícia e de imediato pedimos o exame de sexologia. Agora o próximo passo e aguardar todos os laudos, inclusive dos psicólogos que ouviram as crianças”, disse o delegado que lembrou que as investigações estão no início e ainda é cedo afirma se de fato o estupro aconteceu. “Teremos 30 dias para concluir o inquérito. Prazo que pode ser prorrogado para mais trinta como qualquer outro inquérito policial”, afirma.

O problema é que conforme apurado pelo Campo Grande News existe uma divergência quanto aos laudos de dois psicólogos que escutaram os meninos. Enquanto o pai levou as crianças para o Conselho Tutelar Norte onde eles disseram que sofriam os abusos a história mudou no Conselho Tutelar Sul, local em que a mãe levou os filhos, depois de tomar conhecimento da denúncia. Lá os dois afirmaram que foram orientados por um parente a dizer que eram abusados.

A última versão é confirmada pela mãe, que além de negar o abuso ainda por meio de áudios enviados via WhatsApp, afirma que tudo não passa de uma armação do pai dos meninos para que ele consiga na Justiça não pagar pensão aos meninos.

Por meio de sua assessoria o pai das crianças, que é empresário na Capital disse que não irá se manifestar sobre o caso.

Delegado titular da Depca Paulo Sérgio Lauretto (Foto: Fernando Antunes) Delegado titular da Depca Paulo Sérgio Lauretto (Foto: Fernando Antunes)

Estatística – Segundo o delegado Lauretto, na semana em que o casos dos meninos foi registrado a delegacia atendeu outros cinco semelhantes. “A média deste ano é de que uma criança é estuprada por dia em Campo Grande”, afirma.

Número que, segundo ele, se mantém o mesmo do ano passado, em que foram registrados 369 casos de estupro de vulnerável. “São raros os casos em que a vítima não foi abusada por alguém muito próximo ou da família”, destaca.

A orientação é que os pais não deixem seus filhos na companhia de pessoas que não são da família e o dialogo aberto com os filhos é fundamental. “Estar sempre observando os filhos e ficar alerta para qualquer mudança no comportamento, pois em alguns casos a criança ainda não fala”, orienta o delegado.

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Desde o início achei que tem algo de muito podre nessa história. Tudo muito mal contado, mesmo porque as crianças são muito pequenas e facilmente manipuladas. Antes de julgar e condenar o suposto molestador, antes de divulgar e tornar tudo isso público, deveria-se fazer uma investigação muito séria, pois o nome, a idoneidade de uma pessoa está sendo exposta de forma muito séria... Essa é uma acusação que pode arruinar a vida de alguém... Acho que esse "pai" deve ser investigado também, porque há algo de podre no ar.
 
Mariana Carvalho em 09/08/2016 14:39:42
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