Justiça marca primeira audiência para ouvir Bernal sobre morte de fiscal
Serão 2 dias de sessão com depoimentos de testemunhas da defesa e da acusação

A Justiça de Mato Grosso do Sul marcou audiência para ouvir Alcides Bernal sobre o assassinato do fiscal aposentado Roberto Carlos Mazzini, ocorrido em março deste ano, em Campo Grande. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou o ex-prefeito por homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
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A Justiça de Mato Grosso do Sul marcou audiência para os dias 26 e 27 de maio para ouvir o ex-prefeito Alcides Bernal, denunciado por homicídio qualificado e porte ilegal de arma pelo assassinato do fiscal Roberto Carlos Mazzini, ocorrido em março. Bernal teria atirado contra a vítima em um imóvel que perdeu para ela. A defesa alega legítima defesa.
O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida reservou dois dias para o caso. A sessão começa no dia 26 de maio, na 1ª Vara do Tribunal do Júri, quando serão ouvidas as testemunhas da acusação. No dia seguinte, 27 de maio, Bernal será interrogado junto com as testemunhas de defesa.
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Entre os nomes que devem ser ouvidos estão o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, que estava no momento do crime, policiais civis e funcionários da empresa de monitoramento responsável pelo imóvel onde ocorreu o assassinato.
Crime
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Roberto foi morto a tiros no dia 24 de março, em um imóvel localizado na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados. O imóvel havia pertencido anteriormente a Bernal e teria sido adquirido pela vítima em procedimento realizado pela Caixa Econômica Federal.
Mazzini estava no local acompanhado de um chaveiro para acessar a residência quando Bernal chegou armado. O MP sustenta que o ex-prefeito surpreendeu a vítima e efetuou os disparos sem possibilidade de defesa.
A acusação aponta que o crime foi motivado por inconformismo com a perda do imóvel, classificando o caso como homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público também destaca que Mazzini tinha mais de 60 anos, circunstância que aumenta a pena prevista em lei.
Além da acusação de homicídio, Bernal também responde por porte ilegal de arma de fogo. De acordo com os autos, o revólver calibre .38 utilizado no crime estava com documentação vencida há vários anos.
A defesa do ex-prefeito alega que ele atirou por acreditar que seria morto pelo fiscal, agindo em legítima defesa e, por isso, não deveria ser levado a júri popular. Após a fase de audiências e coleta de depoimentos, a Justiça deverá decidir se Bernal será pronunciado e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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