A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

23/04/2019 14:58

Justiça marca só para abril de 2020 o julgamento de esposa de procurador

A ação penal de morte no trânsito tramita desde 26 de outubro de 2017 na 3ª Vara Criminal de Campo Grande

Aline dos Santos
Veronica morreu no local do acidente, no Jardim Noroeste. (Foto: André Bittar/Arquivo)Veronica morreu no local do acidente, no Jardim Noroeste. (Foto: André Bittar/Arquivo)

A Justiça marcou para 8 de abril de 2020 o julgamento de Cirlene Alves Lelis Robalinho, esposa do procurador Gilberto Robalinho da Silva, é ré por acidente de trânsito que provocou a morte de Verônica Fernandes, 91 anos.

O fato, ocorrido em 13 de setembro de 2017, foi marcado por revolta com a retirada do veículo que atropelou a vítima do local. O episódio foi apurado como fraude processual.

Neste caso, a tramitação foi mais rápida, com o processo contra o procurador chegando ao fim em 20 de fevereiro deste ano, numa decisão do Órgão Especial do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) pelo arquivamento e extinção.

A ação penal de morte no trânsito chegou em 26 de outubro de 2017 à 3ª Vara Criminal de Campo Grande. O acidente fatal foi em 13 de setembro daquele ano, no cruzamento das ruas José Nogueira Vieira com a Maria do Carmo Ferro, no bairro Tiradentes, em Campo Grande. Conforme testemunhas, Cirlene conduzia um Fiat Uno, quando perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atropelou a idosa, que morreu na hora.

Na denúncia, a promotoria informa que a condutora estava ao celular no momento do acidente. Já laudo pericial apresentado pela defesa aponta que a vítima estava em desequilíbrio e na rua quando foi atingida pelo carro.

Em janeiro deste ano, a juíza Eucélia Moreira Cassal indeferiu o pedido de absolvição sumária da ré e marcou a audiência de instrução e julgamento para 8 de abril de 2020.

Muito longo - A advogada Adelaide Benites Franco, que representa a família da vítima e solicitou para atuar como assistente de acusação no caso, pediu à Justiça a antecipação da audiência.

“É um prazo muito longo, em benefício de uma pessoa que participou de delito. No dia do acidente, foi imprudente e negligente. Como advogada e representante do espólio, tenho interesse em relação ao que aconteceu com a dona Verônica, pessoa muito simples e humilde”, afirma.

O promotor Marcus Vinicius Tieppo Rodrigues afirmou hoje que a Justiça dá prioridade aos réus presos, que não é o caso de Cirlene Robalinho. Ele atua em casos da 4ª Vara Criminal, mas assumiu a ação, em trâmite na 3ª Vara Criminal, após um promotor declarar suspeição.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado Benedicto Arthur de Figueiredo Neto, que atua na defesa de Cirlene Robalinho. O Tribunal de Justiça também não retornou a solicitação por mais informações.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions