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Capital

Justiça marca só para abril de 2020 o julgamento de esposa de procurador

A ação penal de morte no trânsito tramita desde 26 de outubro de 2017 na 3ª Vara Criminal de Campo Grande

Por Aline dos Santos | 23/04/2019 14:58
Veronica morreu no local do acidente, no Jardim Noroeste. (Foto: André Bittar/Arquivo)
Veronica morreu no local do acidente, no Jardim Noroeste. (Foto: André Bittar/Arquivo)

A Justiça marcou para 8 de abril de 2020 o julgamento de Cirlene Alves Lelis Robalinho, esposa do procurador Gilberto Robalinho da Silva, é ré por acidente de trânsito que provocou a morte de Verônica Fernandes, 91 anos.

O fato, ocorrido em 13 de setembro de 2017, foi marcado por revolta com a retirada do veículo que atropelou a vítima do local. O episódio foi apurado como fraude processual.

Neste caso, a tramitação foi mais rápida, com o processo contra o procurador chegando ao fim em 20 de fevereiro deste ano, numa decisão do Órgão Especial do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) pelo arquivamento e extinção.

A ação penal de morte no trânsito chegou em 26 de outubro de 2017 à 3ª Vara Criminal de Campo Grande. O acidente fatal foi em 13 de setembro daquele ano, no cruzamento das ruas José Nogueira Vieira com a Maria do Carmo Ferro, no bairro Tiradentes, em Campo Grande. Conforme testemunhas, Cirlene conduzia um Fiat Uno, quando perdeu o controle da direção, invadiu a calçada e atropelou a idosa, que morreu na hora.

Na denúncia, a promotoria informa que a condutora estava ao celular no momento do acidente. Já laudo pericial apresentado pela defesa aponta que a vítima estava em desequilíbrio e na rua quando foi atingida pelo carro.

Em janeiro deste ano, a juíza Eucélia Moreira Cassal indeferiu o pedido de absolvição sumária da ré e marcou a audiência de instrução e julgamento para 8 de abril de 2020.

Muito longo - A advogada Adelaide Benites Franco, que representa a família da vítima e solicitou para atuar como assistente de acusação no caso, pediu à Justiça a antecipação da audiência.

“É um prazo muito longo, em benefício de uma pessoa que participou de delito. No dia do acidente, foi imprudente e negligente. Como advogada e representante do espólio, tenho interesse em relação ao que aconteceu com a dona Verônica, pessoa muito simples e humilde”, afirma.

O promotor Marcus Vinicius Tieppo Rodrigues afirmou hoje que a Justiça dá prioridade aos réus presos, que não é o caso de Cirlene Robalinho. Ele atua em casos da 4ª Vara Criminal, mas assumiu a ação, em trâmite na 3ª Vara Criminal, após um promotor declarar suspeição.

A reportagem não conseguiu contato com o advogado Benedicto Arthur de Figueiredo Neto, que atua na defesa de Cirlene Robalinho. O Tribunal de Justiça também não retornou a solicitação por mais informações.