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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

25/10/2018 11:12

Ladrões levam megafone e bicicleta rara de palhaço e sobra a tristeza

Uma bicicleta e um megafone, que fazem parte de seu espetáculo em cartaz também foram levados

Bruna Pasche
Os objetos foram furtados da sala da casa de Thiago, onde guardava os materiais de trabalho. (Foto: Henrique Kawaminami)Os objetos foram furtados da sala da casa de Thiago, onde guardava os materiais de trabalho. (Foto: Henrique Kawaminami)

Thiago Moura, de 33 anos, é artista e atua como palhaço levando alegria para as pessoas em suas peças e livros, no entanto, essa semana não tem motivos para sorrir. Ele teve os materiais de trabalho e estudo furtados de sua casa na madrugada do último domingo (21), no bairro Pioneiros. O prejuízo material passa de R$ 10 mil, mas não é o mais importante.

Thiago conta que saiu no domingo a noite voltou para casa e não encontrou nada de diferente. Na manhã do outro dia, deu falta de um notebook que ficava em cima da mesa da sala e de uma mochila com outro notebook, seus livros, maquina de cartão e documentos da faculdade, mas atrasado para uma reunião, pensou que tivesse esquecido em algum lugar e saiu de casa. No entanto, na manhã de terça-feira depois de procurar e não encontrar seus pertences se deu conta de que havia sido furtado.

“Quando eu parei para procurar minhas coisas vi que realmente havia sumido minha mochila com meus textos da faculdade, um notebook e os livros que eu vendo junto com uma máquina de cartão, além de uma bicicleta que é meu meio de transporte e a outra bicicleta de equilibrismo que eu uso em meus espetáculos, que é rara e só fabricada na Europa. Eu comprei ela aqui usada de um senhor que havia herdado, mas no Brasil só tem nos grandes centros, além do megafone também usado nas peças”, contou.

 

 

As duas bicicletas furtadas, usadas para o trabalho e para locomoção. (Foto: Thiago Moura)As duas bicicletas furtadas, usadas para o trabalho e para locomoção. (Foto: Thiago Moura)

Moura está com o espetáculo “O palhaço e a Luz” em cartaz no Glauce Rocha, onde usava a bicicleta e o megafone como parte do espetáculo, tendo que adaptar o cenário para as próximas apresentações. “Na mochila também tinha um pen drive com a trilha sonora de todas as minhas apresentações e eu demorei anos para montar, então o prejuízo vai muito além do material”.

Ainda em choque com a situação e quase não conseguindo falar, ele detalha a perda que ultrapassa valores. “Estou bastante deprimido porque levaram os materiais que eu uso na minha luta para viver, para eles é só uma bicicleta ou um megafone, mas para mim é parte do meu espetáculo, significa muita coisa. A gente luta tanto para conseguir viver da arte, é tão difícil, espero que eles pelo menos leiam meus textos e que eles façam a diferença na vida deles, para perceberem que essa vida do crime não leva a nada”.

Imagens das câmeras de segurança da guarita do condomínio onde mora, flagraram o momento em que dois rapazes saem com as bicicletas. As imagens foram encaminhadas para a polícia, que investiga o caso. Além do espetáculo, Thiago vende “50 sons nêtos em sol maior”, livro de poesia escritas na visão de um palhaço, que escreveu.

Alguns exemplares do livro de Thiago, “50 sons nêtos em sol maior”, também foram levadas. (Foto: Henrique Kawaminami)Alguns exemplares do livro de Thiago, “50 sons nêtos em sol maior”, também foram levadas. (Foto: Henrique Kawaminami)


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