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Capital

Laudo descarta insanidade mental de réu por assassinato na praça do Pedrossian

Resultado é que ele era totalmente capaz de entender o caráter ilícito da ação

Por Aline dos Santos | 28/05/2026 12:22
Laudo descarta insanidade mental de réu por assassinato na praça do Pedrossian
Corpo de Luan Felipe Pereira Santana é recolhido após os trabalhos da perícia (Foto: Juliano Almeida)

Réu no caso em que um grupo de jovens alega que queria “dar um susto”, mas terminou em assassinato no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, Matteo Dalmati da Rosa, de 21 anos, não conseguiu comprovar problemas mentais. A defesa entrou com um pedido de incidente de insanidade mental do acusado.

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Réu no caso do assassinato de Luan Felipe Pereira Santana, de 24 anos, ocorrido em Campo Grande em outubro de 2025, Matteo Dalmati da Rosa, de 21 anos, não comprovou insanidade mental após perícia. O laudo concluiu que ele tinha plena responsabilidade pelo ato. A defesa deve se manifestar sobre o resultado. Matteo é acusado de emprestar a arma usada no crime, que teria começado como um susto.

Ele passou por perícia e o laudo foi de que o réu não tinha  diagnóstico médico-psiquiátrico à época do crime. Portanto, à época dos fatos, era totalmente capaz de entender o caráter ilícito de sua ação, bem como sua autodeterminação encontrava-se preservada.

De acordo com o laudo, anexado ao processo no dia 22 de maio, “juspsiquiatricamente, há plena responsabilidade em relação ao ato que lhe foi imputado”.

Agora, o juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete, aguarda que a defesa de Matteo se manifeste sobre o laudo pericial.

Luan Felipe Pereira Santana, de 24 anos, foi executado a tiros na "Praça dos Amigos Vaguinho e Dalila", no bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande, na noite de 7 de outubro de 2025.

Na audiência de custódia, um dos envolvidos contou que o grupo tinha em mente dar um susto e não matar a vítima.

Para o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Matteo concorreu para o crime ao emprestar a arma de fogo utilizada na execução, com plena ciência de que seria empregada para atentar contra a vida da vítima. “Sua conduta dolosa e colaborativa demonstra participação direta e responsabilidade penal, contribuindo efetivamente para a consumação do homicídio”, informa a promotoria.

Em 13 de maio, o juiz revogou a prisão preventiva de Matteo, substituída por monitoramento eletrônico. A decisão também libertou Eduardo Kim Miranda de Oliveira, Vinícius César de Souza Moreira, Geovany dos Santos e Rafael de Luca Mareco Cardoso. Vinícius foi quem atirou três vezes contra a vítima.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Matteo e aguarda retorno.

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