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Capital

Lei aumenta em cinco vezes valor de multa para quem vender cerol para pipa

Donos de estabelecimentos comerciais podem ser multados em R$ 5 mil e, usuário, R$ 1 mil; flagrantes aumentaram na pandemia

Por Silvia Frias | 04/06/2020 10:32
Reportagem flagrou até campeonato de pipa no Jardim Carioca (Foto/Arquivo: Marcos Maluf)
Reportagem flagrou até campeonato de pipa no Jardim Carioca (Foto/Arquivo: Marcos Maluf)

Lei complementar publicada hoje no Diogrande aumentou em cinco vezes o valor da multa para quem comercializar cerol, problema recorrente em Campo Grande, mas que aumentou durante o período de restrições impostas por conta da pandemia.

A lei que proíbe o uso de cerol ou qualquer outro tipo de material cortante nas linhas de pipa é de maio de 2008. Na nova redação, além da apreensão do material, os estabelecimentos comerciais também vão receber auto de infração e multa de R$ 5 mil, valor quintuplicado em relação ao que estava em vigor.

Para usuários do cerol ou outro material cortante, a multa é de R$ 1 mil.

Em maio, a Guarda Municipal fez várias apreensões pela cidade e chegou até a flagrar campeonato de pipa. No último fim de semana, 297 pessoas espalhadas pelos bairros da cidade soltando pipa na rua, em grupos, entre crianças, adolescentes e adultos.

No sábado (30), o pedreiro Luiz Batista dos Santos, de 64 anos, teve o pescoço cortado por linha de pipa com cerol. Ele passava de motocicleta pela Rua Engenheiro Paulo Frontin, no Jardim Los Angeles, região sul de Campo Grande.

Luiz foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros com a camisa ensanguentada e levado para a Santa Casa com corte de 10 cm no pescoço.

A modificação é de autoria do vereador André Salinero (Avante) e foi aprovada na Câmara Municipal no dia 12 de maio.

“Precisamos endurecer a punição, por isso apresentei projeto para aumentar em cinco vezes a multa prevista em lei para quem usar cerol. A vida dos outros não é brincadeira e o endurecimento das penas contribui para mudar a realidade”, argumentou o vereador Salineiro.