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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

21/05/2015 10:17

Liminar não livra população de espera e falta de atendimento em postos

Liana Feitosa e Aline dos Santos
Pedido da Prefeitura contra o sindicato dos médicos foi acatado pelo TJ. (Foto: Marcos Ermínio)Pedido da Prefeitura contra o sindicato dos médicos foi acatado pelo TJ. (Foto: Marcos Ermínio)

Três dias após o TJ-MS (Tribunal de Justiça de MS) determinar o fim da greve dos médicos de Campo Grande a população continua enfrentando filas e falta de atendimento nas unidades de saúde da Capital.

O pedido da Prefeitura contra o Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) foi acatado pelo desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, que apontou "ilegalidade e abusividade de greve". Apesar de determinar a volta imediata dos profissionais ao trabalho, o sindicato ainda não foi notificado oficialmente, portanto, os profissionais continuam em greve.

Sílvia Prudente Alves Lopes, 54 anos, está desde o começo da manhã na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Bairro Estrela Dalva. Ela toma medicamentos para tratar enfisema e depressão, e tem a expectativa de conseguir trocar uma receita médica, já que o remédio que toma acabou.

Para ela, funcionários disseram que o médico não tem hora para chegar. "O rapaz (funcionário) falou que não tem hora para ser atendida, mas eu preciso do remédio, então vou ficar esperando, não tem outro jeito", lamenta.

Determinação - De acordo com o TJ, o não cumprimento da medida acarretará em multa diária de R$ 30 mil ao sindicato, que garante que não parará a greve. “Temos que mostrar para a sociedade o descaso que estamos sofrendo da prefeitura. Esta é a única maneira de abrir os olhos da população sobre a forma que o gestor vem tratando a questão da saúde no município, ou seja, com descaso”, afirmou ontem (20) o presidente Valdir Shigueiro Siroma, na sede do sindicato.

Aposentada Eolanda reclama de falta de atendimento no CRS do bairro Tiradentes. (Foto: Marcos Ermínio)Aposentada Eolanda reclama de falta de atendimento no CRS do bairro Tiradentes. (Foto: Marcos Ermínio)

Para Sílvia, a greve é ruim porque prejudica os pacientes, "mas eles (os médicos) também precisam de um salário bom", considera. A direção da unidade de saúde não quis comentar a situação, nem dar informações.

Espera - A aposentada Eolanda Silvério Souza, 66 anos, também chegou cedo à unidade de saúde em busca de atendimento. Ela sofre de pressão alta e está no CRS 24h (Centro Regional de Saúde) do bairro Tiradentes em busca de uma consulta, mas ninguém sabe dizer como está o andamento do atendimento.

Eolanda não concorda com a paralisação e desabafa. "Os aposentados ganham uma mixaria também. Se fosse eu, ia fazer greve também", diz. Assim como a UBSF, ninguém da direção do CRS deu informações para a equipe de reportagem do Campo grande. "Não podemos dar informações sem a autorização da assessoria de imprensa", disse um funcionário. Na frente da unidade há um cartaz que avisa a população sobre a greve.

Na manhã de hoje, os médicos foram pedir ajuda dos vereadores na Câmara Municipal.

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