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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

27/12/2011 17:35

Criança 'sequestrada' pela mãe biológica ainda não foi localizada

Paula Maciulevicius

“Eu fui ser mãe, pensei nela e quem está sofrendo agora sou eu”, diz mãe adotiva sobre sumiço do 'filho' de 3 anos

Após deixar criança passar Natal com mãe biológica, Solange vai de Polícia à Defensoria em busca do filho. (Foto: João Garrigó)Após deixar criança passar Natal com mãe biológica, Solange vai de Polícia à Defensoria em busca do filho. (Foto: João Garrigó)

O pós Natal da família de Solange Barbosa, 32 anos, foi de desespero. Dois dias depois de ter deixado o filho adotivo passar o Natal com a mãe biológica, ela ainda não conseguiu localizar a criança, Valentim Alves Martins Júnior, 3 anos.

“A noite a hora que vou deitar eu fico pensando se ele tomou o remédio”, comenta.

A preocupação é pelo histórico da criança. Solange conta que quando Valentim veio para a família estava bem magrinho, com bolinhas estouradas pela pele. O amor de mãe vai além dos laços sanguíneos.

No caso desta mãe adotiva, o menino foi escolhido à dedo. Valentim é filho do ex-marido dela com Grasielli Nathália Leone, a mãe que sumiu com a criança desde domingo à noite.

“O meu filho sofria com o paradeiro de Valetim, ficava lá e cá. Aí eu pedi para eles e assinamos um termo de adoção”, relata. O filho a quem Solange se refere é o mais velho, de 14 anos, que sentia pela criação do irmão.

Como coração de mãe sempre cabe mais um, Solange que já é casada novamente, pediu ao ex-marido para adotar o menino. Valentim já está com a família desde abril deste ano e a guarda provisória foi concedida pela Justiça à Solange em junho.

A mãe adotiva mora em Sorriso, interior do Mato Grosso e veio passar as festas de fim de ano em Campo Grande. No sábado, recebeu a ligação do ex-marido, pai biológico de Valentim, pedindo para que ela deixasse que a criança passasse o Natal com Grasielli.

“Eu tinha falado que não, ela só podia ver na visita assistida, mas aí eu fiquei com dó, por ser mãe e deixei”, diz.

E dessa forma Solange e o esposo deixaram a criança na Vila Nasser, no final da tarde do último domingo. O combinado, segundo ela, era pegar o menino na segunda-feira pela manhã. No primeiro contato que fizeram com Grasielli, ela disse que Valentim ainda dormia. Passados 40 minutos, o esposo de Solange ligou novamente e daí por diante, as ligações só caíram na caixa postal.

Pequeno Valentim, de 3 anos, está sendo procurado por familiares e amigos. Fotos estão sendo divulgadas também pelo Facebook. Pequeno Valentim, de 3 anos, está sendo procurado por familiares e amigos. Fotos estão sendo divulgadas também pelo Facebook.

De imediato eles foram até a casa onde haviam deixado a criança. Ninguém estava lá. A vizinhança só soube informar que Valentim havia saído nos braços de Grasielli em um táxi.

“Eu fui na Polícia e ela disse que não vai devolver. Eu lutei pela guarda dele por ser irmão de sangue dos meus filhos”, acrescenta.

O sofrimento de Solange dá a ela os ares de mãe que não dorme há dias de preocupação com o pequeno. Com olheiras e abatida ela diz “estou perdendo as esperanças, sabe se lá se ele está na cidade. Por onde você imaginar essa criança já viveu o tempo que estava com ela”, ressalta.

Solange chegou a fazer contatos com o ex-marido, pai de Valentim. Do outro lado da linha ele fala que não sabe de nada e que não tem relação com o sumiço da criança. “Mas no telefone ela, Grasielli, me disse que ela não queria ficar com ele para ela, que ela ia dar pro pai. Eu entendo que ela possa estar arrependida, mas ela tem que correr atrás pelos meios legais”, fala.

O Campo Grande News encontrou Solange na Defensoria Pública. A mãe já foi à Polícia e Conselho Tutelar. Os demais familiares estão de prontidão na casa na Vila Nasser, esperando se a qualquer momento Grasielli não aparece com o menino.

Nesta segunda-feira, o filho de 14 anos de Solange, irmão de Valentim conseguiu falar com o menino. “Ele ficou chorando, disse que queria voltar para casa. É horrível, porque ele não consegue dizer onde está e ela põe o telefone para a gente escutar ele chorando. Isso não é coisa de mãe”, desabafa.

“Eu fui ser mãe, pensei nela e quem está sofrendo agora sou eu”. Valentim completa 4 anos em fevereiro, para a festinha já está tudo preparado. “Volto para Sorriso dia 2, mas só se for com o meu filho”, completa.

Qualquer informação sobre o paradeiro da criança pode ser informada direto à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) pelo telefone 3385-3456.

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