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Capital

Mãe diz que teve de pagar para ter corpo do filho assassinado de volta

Maurício Souza Neto estava desaparecido desde novembro quando fez último contato com a amigo dizendo que iram matá-lo

Por Marcos Rivany | 26/01/2021 17:44
Maurício de Souza Neto, de 23 anos, foi assassinado em Santa Catarina. (Foto: Arquivo Pessoal)
Maurício de Souza Neto, de 23 anos, foi assassinado em Santa Catarina. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mãe de jovem campo-grandense, assassinado em Florianópolis, Santa Catarina, precisa de ajuda para trazer o corpo do filho que permanece no IML (Instituto Médico Legal) até Mato Grosso do Sul. Joana Marcelina Souza, de 39 anos, procurava pelo filho, Maurício de Souza Neto, de 23 anos, desde dezembro, quando ele fez o último contato com um amigo dizendo que iriam matá-lo.

“Avisa minha mãe que vão me matar. Tô na casa da 'mina' na costeira”, escreveu Maurício ao amigo pelo Whatsapp. A partir daí começou o desespero da mãe. O corpo dele foi encontrado no dia 13 de janeiro, pela polícia de Santa Catarina.

Segundo relato de Joana pelo canal Direto das Ruas, o jovem era aposentado por conta de um problema de visão e foi para Santa Catarina em busca de trabalho em novembro de 2020.

A vítima vivia em contato com ela e amigos aqui de Campo Grande, mas de uma hora para outra cortou comunicação. Depois do sumiço, o jovem passou a ser procurado pela família em grupos de redes sociais de Florianópolis.

A mãe chegou a juntar dinheiro para ir até a cidade procurar o filho pessoalmente. De acordo com ela, pessoas que afirmavam estar com Maurício entraram em contato pedindo dinheiro para entregar o filho. Sem avanço na investigação, a mãe depositou o que tinha na conta repassada pelos criminosos.

Print da mensagem enviada ao amigo aqui de Campo Grande em dezembro. (Foto: Reprodução Whatsapp)
Print da mensagem enviada ao amigo aqui de Campo Grande em dezembro. (Foto: Reprodução Whatsapp)

A situação se repetiu uma segunda vez, de acordo com Joana. Junto, ela depositou R$ 1,7 mil aos bandidos. No mesmo dia da segunda ligação, a polícia recebeu a denúncia anônima de um corpo em avançado estado de decomposição, ainda conforme relato da mãe de Maurício. O jovem havia sido morto há pelo menos 2 meses.

Segundo a imprensa de Santa Catarina, na manhã em que o corpo foi localizado, a Polícia chegou a descartar que fosse mesmo Maurício, por conta da cor da pele do rapaz. No entanto, exames de perícia feitos no Instituto Médico legal do IGP, no entanto, confirmaram a identidade da vítima.

Agora, Joana busca ajuda para conseguir trazer o corpo do filho para Campo Grande e assim conseguir fazer o velório do jovem. A mãe diz não ter condições financeiras, está grávida e desempregada. Ainda de acordo com as informações dela, já procurou a defensoria, mas não teve sucesso no pedido de traslado do corpo.


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