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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

02/02/2012 17:37

Mãe pede ajuda para trazer corpo de Portugal e atribui morte ao preconceito

Ana Paula Carvalho

Campo-grandensse morreu no último domingo após ser espancado na saída de boate em Portugal

Hemerson morreu no domingo, após ser espancado na saída de boate em Lisboa, em Portugal. (Foto: Facebook) Hemerson morreu no domingo, após ser espancado na saída de boate em Lisboa, em Portugal. (Foto: Facebook)

“Imploro como mãe. O povo brasileiro é generoso. O povo brasileiro tem coração. Só quero que meu filho descanse no país dele”. Este é o apelo de uma mãe desesperada que, por não ter condições financeiras, não sabe se conseguirá realizar o desejo do filho, morto no último domingo em Portugal, de voltar para casa.

Em entrevista por telefone ao Campo Grande News, Antônia Monteiro Pereira, de 45 anos, que mora em Lisboa há 12 anos, contou tudo que aconteceu no domingo, um dos piores dias da vida dela. Ver o filho Hemerson Pereira FortKamp, de 30 anos, irreconhecível de tanto ser espancado na saída da boate portuguesa Kapital, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

“Desejo que nenhum ser humano veja um ente querido desfigurado como o Hemerson ficou, ainda mais se for um filho. Quero que as pessoas se lembrem do meu filho como ele era nas fotos e não como ele estava no hospital", afirma.

"Quando cheguei meu impulso foi virar as costas acreditando que não era meu filho. Só depois, quando voltei e olhei bem que reconheci”, diz com a voz embargada pelo choro.

Antônia conta que levou o filho para Portugal há cerca de seis anos, porque ele tinha problemas de saúde. “Mas meu filho nunca gostou daqui. Ele sempre dizia: ‘Mãe, vamos embora. Aqui não é nosso lugar. Esse povo não gosta da gente. Vamos para casa’. Tinhamos feito planos de ir para Campo Grande no fim do ano, mas não deu tempo”, afirma.

Agora, para trazer o corpo do filho para ser sepultado junto dos parentes, ela precisa de mais de 5 mil euros, cerca de 11 mil reais, dinheiro que a esteticista não tem de onde tirar. “O dinheiro aqui dá para o aluguel e para a comida. E esse valor é só para levar até São Paulo. Não sei o que fazer. Meu filho não gostava daqui e se não conseguir o dinheiro ele vai ter que ficar aqui para sempre”.

Com o coração apertado, ela conta que assim que conseguir resolver tudo, vai deixar Porgutal. “Eu não volto mais para cá. Quero virar as costas para este país e nunca mais voltar”.

Ai se eu te pego - De acordo com Antônia, a discussão na fila da casa noturna começou por causa da música do Michel Teló “Ai se eu te pego”. “Meu filho adorava essa música. Ele ouvia o dia todo e parece que ele cantou essa música para uma mulher. ‘O que você está falando aí ô brasileiro?’ foi o que um homem que estava com ela perguntou ao meu filho”, relata.

Ainda segundo ela, o primo de Hemerson, André Pereira Fresneda, de 26 anos, estava com ele na boate e disse ao homem que lá “não havia brasileiro nem português, que todos eram iguais” e o homem disse que eles veriam isso fora de lá. Foi o que aconteceu. Quando os dois saíram, três homens e duas mulheres esperavam do lado de fora.

Os dois chegaram a correr, mas Hemerson caiu. Ele foi brutalmente atacado. Um das mulheres bateu na cabeça dele com uma garrafa de vidro e a outra com uma pedra que estava em uma meia calça. Mesmo após estar desacordado, ele continuou sendo agredido. “Meu filho estava com o rosto todo preto de tanta pancada que levou”, relata.

André, também ficou bastante machucado, mas conseguiu correr e, com a ajuda de outro brasileiro que passava pelo local, conseguiu entrar em um táxi. Quando chegou em casa, ligou para a tia perguntando se o primo tinha chegado em casa. Foi quando ele contou tudo para Antônia e, então, a angústia começou.

Eles só encontraram o homem porque André teve foi procurar atendimento no Hospital São Miguel e, chegando lá, perguntou se Hemerson tinha sido socorrido por eles. A informação foi que sim, mas que o estado de saúde dele era grave.

A agressão começou às 07h22, segundo a Polícia, mas entre o espancamento e a entrada de Hemerson no Hospital se passaram 55 minutos. Às 12h, Antônia conseguiu conversar com a médica. Ela avisou a mãe que o estado de saúde dele era muito grave. O rapaz havia sofrido parada cardíaca, a equipe tentou reanimá-lo, e não havia mais nada que pudesse ser feito.

“Eu pedi para ver meu filho e quando cheguei ao quarto ele estava recebendo transfusão de sangue”, conta. Por volta das 16h a médica avisou que Hemerson tinha tido morte cerebral. “Foi então que o meu mundo caiu. Desabou tudo na minha cabeça”, lembra.

Ontem, o corpo de Hemerson passou por autopsia e foi liberado, mas ela só ficou sabendo hoje de manhã. “Eles pediram para eu ir ligando para saber quando o corpo do meu filho seria liberado porque a autopsia não seria feita no domingo”, diz.

A funerária já foi acionada e o velório deve começar amanhã, se Antônia não conseguir ajuda financeira para o traslado do corpo.

Também nesta manhã, ela procurou o consulado brasileiro em Portugal. “Era minha última esperança para levar meu filho para casa, mas eles disseram que não podem pagar, mas se disponibilizaram a me ajudar juridicamente em tudo que precisar”, conta.

Preconceito - Antônia acredita que o filho tenha sido vítima de preconceito por ser brasileiro. “Aqui eles nos tratam muito mal e quando vão para o nosso país nós os tratamos como reis”, conta.

Ainda de acordo com ela, quando acontece alguma coisa mais grave os portugueses logo perguntam “se foi brasileiro ou preto que fez”. “Eu, mesmo trabalhando, já ouvi várias vezes ‘o que essa puta está fazendo aqui’, ‘porque essa puta não volta para o país dela’. É só eles verem o passaporte verde (brasileiro) que já nos olham diferente”, afirma.

Antônia relata que os brasileiros, naquele país, são vistos como ladrões e prostitutas. Ainda segundo ela, eles trabalham sem contrato e têm dificuldades para receber no dia certo e quando reclamam, os empregadores falam para irem embora se não estão satisfeitos.

“Eles esquecem que somos nós (brasileiros) que trabalhamos aqui e levamos esse país para a frente”, lamenta.

Ajuda - “Tenho fé que vou conseguir ajuda para levar meu filho para casa”, nesse momento a voz falha.

Quem puder ajudar pode fazer isso depositando dinheiro na conta da mãe de Antônia, Luiza Monteiro do Nascimento, do Banco do Brasil:

Agência: 2951-3

Conta:10335-7

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É natural para essa mãe reagir assim, muita dor, mas violência existe em todo lugar, eu não vejo como preconceito, pelo contrario,o brasileiro é muito acarinhado, mas tb muito atrevido, e quando bebe o ser humano fica insuportavel, independente de raça, ou naciona lidade, foi uma fatalidade, paz para essa mãe, que Deus a proteja
 
helena leitao em 05/02/2012 03:33:18
Va com Deus meu amigo,e que o senhor conforte o corações dos familiares e amigos que ficam,Que e possamos compreender e amar mais nosso proximo, menos intolerancia e mais amor,que possamos compreender e conviver num mundo melhor.Sem Deus não somos nada. VALEU HEMERSON!!!!!!!!!!!!!!!!
 
paulo henrique em 04/02/2012 01:20:04
pois em qualquer lugar q estamos temos q mostar o nosso valor, quanto a que a senhora chamou de veneno, eu chamo de informação, pois pagando um seguro não precisamos estar nessa cituação que muitas pessoas passam por estarem desprevinidas e mais uma vez resalto não temos lugar certo nem p morrer nem p nascer. mais uma vez me desculpe pois de maneira alguma quis agredir ou ofender a dor do luto.
 
regiane yasmim portugal em 03/02/2012 12:51:08
senhora Antonia quero lhe pedir desculpa si a ofendi de alguma maneira, quanto ao meu nivel cultural não sou nem melhor nem pior q qualquer imigrante em busca de melhoras p sua vida, acho q não fui compreendida quanto ao meu ponto de vista, vivo em Portugal, assim como a senhora e ja tive muitos momentos em que senti a descriminação mas nunca me deixei rotular por brasileira ignorante ou p.
 
regiane yasmim em 03/02/2012 12:46:28
Sra. Antonia, Deus lhe de forças e fé, nao sou mae, mas imagino seu sofrimento. Tenho irma e sobrinho que vivem ai e rezo todos os dias para que Deus os proteja, infelizmente seu filho se foi, mas tenha fé que conseguira trazer o corpo de seu filho para que ele possa descansar onde gostaria .
 
Diana Ferreiura em 03/02/2012 12:30:48
Senhora Antônia não sei se vai ler este e-mail, mais conheci e estudei com seu filho quando nós tinhamos em torno de 12 anos, na escola Brigida Ferraz, faz muito tempo mais me lembro de como o Emerson sempre foi um menino quieto mais alegre, jogavamos futebol, o último dia que o ví foi no bairro: Conj, União ele entrando na Igraja Cristã do Brasil, fiquei muito contente. Deus abençoe sua familia.
 
Fábio Roberto em 03/02/2012 12:21:51
Olha ao invés de Regiane Yasmim e Dnª Antonia ficar lavando roupa nesse bate e volta de palavras aqui abaixo escrito,Quero dizer que sinto muito pelo ocorrido,coloco-me no lugar de mãe é mto doloroso, independente que exista seguro ou não, percebo que essa Srª não tem c/ trazer o filho para o Brasil!!! Então o minimo que podemos fazer é colaborar p/ alivia-la dessa dor.Ja colaborei,Deus te ajude!!
 
rosemare passos em 03/02/2012 12:01:25
Não podemos nos esquecer que somos filho de um único DEUS,e quem só pode tirar a vida é aquele lá de cima nosso Senhor,mas sim devemos pedir miséricordia por essas criaturas que por ventura não conhece a palavra de DEUS...Peço a DEUS que abençõe está familia e que venha confortar a cada coração aflito e que ainda pedimos que DEUS entre com providência na vida dessas pessoas que fizerão isto.Amém
 
Ivanete Cardoso em 03/02/2012 11:03:26
É muito triste o que aconteceu com este rapaz, seres humanos que tem atitudes de monstros, que Deus conforte esta mãe, com certeza jamais irá querer continuar morando num País como este, como houve alguns comentários "poderia ter acontecido em qualquer lugar", realmente só que o mínimo que nós esperamos da população do País no qual vivemos é um pouco de humanidade, respeito, e agem como ser humano
 
Márcia Oliveira em 03/02/2012 11:01:31
Me solidarizo com o sofrimento dessa mãe. Nós brasileiros somos muito humanitários. Tratamos bem pessoas de qualquer raça que visitam ou moram em nosso País. Em outros países, principalmente na Europa somos tratados com subraça. Temos que ter mais dignidade e tratar esses gringos da maneira que nos tratam. São um bando de irracionais que perderam o sentimento pelos seus semelhantes.
 
Carlos Pereira em 03/02/2012 10:34:38
Gosto, cada um tem eu nunca gostei dessa música o Michel Teló, achei ela muito tendenciosa, permissiva, sugestiva...É isso que dá sair por aí cantando qualquer coisa!!
Que Deus conforte o coração dessa mãe!
 
mario marcio lopes dos santos em 03/02/2012 10:02:08
O que me admira é o fato demuitos brasileiros bajularem e admirarem esse paiseco quebrado, que só ainda existe graças à União Européia, com um economia insignificante vir a cantar de de galo.
 
Alexandre Moraes em 03/02/2012 09:47:33
Os portugueses deveriam de fato conhecer sua historia e sentirem vergonha pelo evento ocorrido em 1808, ai sim eles pensariam antes de descriminar alguém.
 
Marcelo Jara em 03/02/2012 09:00:37
Bom dia Regiane, li atentamente o seu comentário, veio a lembrança que devido a pessoas com o seu nível cultural que mtos imigrante sofrem preconceitos. Que tal informar-se primeiro e so depois fazer comentários.
So para sua informação sou a mãe do Hemerson.
 
Antonia Pereira em 03/02/2012 08:48:08
Esse país é um lixo, e isso não de agora. Eu jamais quero por meus pés em Portugal. Eles sim são racistas, preconceituosos.
 
rosa paim em 03/02/2012 08:14:13
regiane, é por pessoas como vc que o nosso país é visto como inculto e mal formado, com certeza vc n leu nada do acontecido, caiu aqui de para quedas, para fogar o seu veneno,
pk não tenta se informar melhor se é que vc não tem nada pra fazer, quem não ajuda , tb não atrapalha,
 
Antonia Pereira em 03/02/2012 07:07:44
Boate et bar nunca é um bom locaal, seja em qualquer lugar do mundo.Em campogrande teves casos deviolencia entre campo grandensses e sendo brasileiros.Os portugueses são gente boa. Mas existem loucos, como no egito, gente que foi olhar futebol, mas no sentido de querer matar.
 
Gilberto DIAS em 03/02/2012 05:51:49
com relação as investigções dona Antonia eu acho que a senhora tem que ir atras pq os paises europeus tem cameras em praticamente em todos os lugares sera que nenhuma tinha naquela lugar...eu acho que os culpado teriam que ser punidos...Deus de força para toda a familia..."meus sentimentos", abraços
 
Ester Valerio em 03/02/2012 05:11:09
meus sentimentos a familia do rapaz, mas na minha opinião o povo Brasileiro é um povo bom, aceita convive bem com qualquer raça, é triste saber que muitos vão estudar ou trabalhar nesses países e acaba sendo surrado humilhados em aereoportos tratados sem o minimo de respeito, quando vamos como turista sim ai somos tratados diferentes porque estamos gastando.
 
hilibio moreira em 03/02/2012 03:54:37
Receba o nosso carinho e solidariedade neste momento de dor. É em momentos assim que podemos avaliar o que realmente tem valor na vida e com certeza passar por cima de coisas que não nos levam a nada, o que importa no final é só o amor que podemos dedicar a quem amamos e sempre te amaremos e a toda sua familia. Deus lhe dê conforto e aceitação e te abençõe imensamente. Bjs e amor.
 
Rosana Aparecida do Nascimento Wosniak em 03/02/2012 02:44:51
ficamos admiradas como que numa horade tanta dor uma mãe possa ficar discutindo situaçoes sem importancia para o publico uma vez que a mesma deveria esta correndo atras pra tentar solucionar seu problema quanto o translado de seu filho. como as pessoas mudaram...que DEUS tenha piedade e conforte esses corações.
 
arlenil lima em 03/02/2012 02:44:33
A distância, o tempo e alguns acontecimentos acabam nos afastando de pessoas que gostamos e que em algum momento foram realmente amigas e importantes na nossa vida. Conheço o Hemerson e sua família e sei da luta da mãe para criar e educar os filhos, ninguém deve ser arrancado assim das pessoas que o ama com tanta violência. Antonia ficamos realmente arrasados com tamanha atrocidade.
 
Rosana Aparecida do Nascimento Wosniak em 03/02/2012 02:38:58
Impressionante a forma como nós brasileiros somos tratados fora do Brasil, o preconceito, a discriminação uma total falta de respeito.

E olha que aqui, somos altamente receptivos. Qualquer povo, qualquer credo ou raça é sempre benvindo...

E o mais vergonhoso é que quando um caso como ese acontece, não conseguimos sequer apoio da embaixada ou consulado do Brasil no país.
 
Nelson Esteves Póvoa Junior em 03/02/2012 02:30:11
...é o de menos PORQUE o corpo é material e se desfaz, pode ser aqui como ai em Portugal.
Então mãe, preocupe somente em rezar pelo teu filho....não em ficar trazendo ele pra cá....deixe ele ser feliz não fique lamuriando pelo o que podir ter sido feito..meus sentimentos.....

 
Antonia Alves em 03/02/2012 01:48:48
No ultimo ano o Governo Brasileiro concedeu mais de 40.000 vistos de trabalho a Portugueses,eles estao todos mortos de fome, essa raca nao merece isso, deveriamos protestar uma vez que eles tratam os brasileiros como caes.
 
Jose Semino em 02/02/2012 11:04:36
nao gosto de portugal e nem de portugues, sao burros, arrogantes e prepotentes, tenho pessimas experiencia com portugueses qndo morei em londres, eles exploram muito os brasileiros, minha irma mora em lisboa a sete anos, eu nao ficaria neste pais nem uma hora...sinto muito por esta familia...espero que seja feita a justiça nao so doshomens mas de Deus.
 
Ester Valerio em 02/02/2012 10:48:00
Que DEUS de conforto a essa familia.....vamos ajuda-la...Foi apenas uma coincidencia, mas seria legal o Michel ajudar essa mãe...DEUS já o abençoou muito pelo sucesso que é....
 
Marlene Souza em 02/02/2012 09:42:42
Mas na vida temos q ser racionais, não si tem lugar certo p nascer nem p morrer isto poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo, não acho justo uma pessoa morar 12 anos em um lugar sem gostar minimamente dele não deve ser tão ruim assim né???mas enfim temos que respeitar a dor de uma mãe.
 
regiane yasmim em 02/02/2012 09:40:20
sou brasileira e moro em portugal a 5 anos, realmente não é facíl estra longe da nossa terra, desculpe mas aqui temos um seguro para nós brasileiros que pagamos 2,50 euros equivalem 5,00 reais mensais que caso acontece este tipo de tragédia o seguro cobre translado do corpo, fico muito triste pelo ocorrido por si tratar de um ser humano, independente de sua nacionalidade.
 
regiane yasmim em 02/02/2012 09:35:52
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