ACOMPANHE-NOS    
JULHO, DOMINGO  03    CAMPO GRANDE 30º

Capital

Mais de 2 anos após condenação, funileiro que matou jovem a pedradas é preso

Em setembro de 2019, funileiro foi condenado a 18 anos e juiz o manteve em liberdade até o fim do processo

Por Dayene Paz | 25/05/2022 12:06
Wanderley Rofeson durante julgamento no dia 19 de setembro de 2019. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Wanderley Rofeson durante julgamento no dia 19 de setembro de 2019. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Condenado a 18 anos de prisão pelo assassinato de Roni Teodoro do Nascimento, ocorrida em 2012, em Campo Grande, o funileiro Wanderley Rofeson Loureiro Vulgo, de 53 anos, foi preso na manhã desta quarta-feira (25), por policiais da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

Wanderley Rofeson foi condenado em 19 de setembro de 2019, mas à época, como a decisão cabia recurso, o magistrado decidiu que ele respondesse em liberdade até o fim do processo, com uso de tornozeleira. Após fim do processo, foi expedido mandado de prisão e ele foi localizado no Bairro Zé Pereira, na Capital.

O crime ocorreu em 2012 - Wanderley alegou que ao chegar em casa no dia do crime encontrou a filha, na época com 12 anos, chorosa. “Eu perguntei o que tinha acontecido, ela falou: ‘Pai, eu fui estuprada'. Qual pai vai sair dali e ir à delegacia prestar depoimento? Você dá a vida pelo seu filho.”

Roni estava com a jovem no momento e a situação gerou uma briga entre os dois homens. Depois da confusão, Wanderley imobilizou Roni, amarrou suas pernas e braços e o amordaçou com uma toalha. Em seguida, o levou para saída de Rochedo, onde agrediu o rapaz a pedrada até a morte.

A esposa e a filha do réu confirmaram a versão. À época da investigação policial, a garota disse que tinha relacionamento com Roni e que havia mantido relações sexuais com ele uma semana antes do crime. Porém, no decorrer do processo, mudou a versão e disse que foi estuprada.

No entanto, os jurados não foram convencidos e o condenaram a 18 anos de prisão.

Nos siga no Google Notícias