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Capital

Mais de 2 mil pessoas foram picadas por escorpião em Campo Grande em 2025

Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente atendimento nas unidades de saúde

Por Judson Marinho | 30/01/2026 19:14
Mais de 2 mil pessoas foram picadas por escorpião em Campo Grande em 2025
Escorpião Tityus serrulatus, associado a quadros moderados a graves de picadas (Foto: Reprodução)

Campo Grande registrou 2.041 casos de acidentes por picada de escorpião entre janeiro e dezembro de 2025. Os dados são do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e reforçam o alerta das autoridades de saúde para a permanência da picada de escorpião como principal causa de acidentes com animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul.

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Campo Grande registrou 2.041 casos de acidentes por picada de escorpião em 2025, segundo dados do SINAN. Em Mato Grosso do Sul, os escorpiões lideram as notificações de acidentes com animais peçonhentos, representando 75,71% dos 13.227 casos entre 2023 e 2024. As principais espécies encontradas são o Tityus confluens, Tityus serrulatus e Tityus bahiensis, sendo este último responsável por casos graves, especialmente em crianças e idosos. A Secretaria de Estado de Saúde reforça a importância da prevenção, como vedar frestas e evitar acúmulo de entulhos. Em caso de picada, é essencial buscar atendimento imediato em unidades de saúde e evitar práticas como cortar o local ou aplicar gelo, que podem agravar o quadro. O soro antiescorpiônico é disponibilizado exclusivamente pelo SUS.

Mesmo fora do período de maior calor e chuvas, os escorpiões seguem liderando as notificações no Estado. De acordo com a CVSAT (Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica), da SES (Secretaria de Estado de Saúde), três em cada quatro acidentes registrados em Mato Grosso do Sul nos anos de 2023 e 2024 foram causados por escorpiões.

Ao todo, foram 13.227 notificações no período, sendo 75,71% relacionadas a esses animais. No recorte mais recente, entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, foram contabilizados 6.101 acidentes escorpiônicos em todo o Estado.

As principais espécies encontradas em Mato Grosso do Sul são o Tityus confluens (escorpião amarelo), que provoca acidentes geralmente moderados; o Tityus serrulatus (escorpião amarelo), associado a quadros moderados a graves, com necessidade de internação; e o Tityus bahiensis (escorpião marrom), responsável por casos graves, especialmente entre crianças e idosos, considerados mais vulneráveis às complicações.

Durante o dia, os escorpiões costumam se esconder em ambientes úmidos e escuros, como ralos, caixas de esgoto e entulhos. À noite, saem para caçar em busca de alimento, o que aumenta o risco de contato com as pessoas.

Entre os sintomas mais comuns após a picada estão sensação de formigamento, dor local imediata e intensa e hiperemia no local atingido. Em casos mais graves, podem ocorrer tremores, náuseas, vômitos, produção excessiva de saliva e, em situações extremas, evolução para óbito.

A SES reforça que a prevenção é fundamental para reduzir os casos. Entre as principais orientações estão vedar frestas em paredes e pisos, instalar barreiras em ralos e caixas de esgoto, não acumular entulhos, manter móveis afastados das paredes e sempre conferir roupas e calçados antes de usá-los.

Em caso de picada, a recomendação é procurar imediatamente atendimento nas Unidades de Saúde 24 horas, como UPAs (Unidade de Pronto Atendimento) e CRSs (Centros Regionais de Saúde).

Se possível, com muito cuidado, a vítima pode capturar o animal ou tirar uma foto, já que a identificação auxilia no diagnóstico. O soro antiescorpiônico é disponibilizado exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O Cievs (Coordenadoria de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) alertam ainda sobre o que não deve ser feito após a picada: não furar ou cortar o local, não aplicar gelo ou água fria, não usar torniquetes, não colocar substâncias sobre a ferida, não fazer curativos fechados e não realizar sucção no local, práticas que podem agravar o quadro e favorecer infecções.