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Campo Grande, Domingo, 21 de Janeiro de 2018

24/08/2011 12:41

Manifestantes acampam e mantêm sede do Incra fechada pelo 3º dia na Capital

Fabiano Arruda

Eles fecharam o prédio para reivindicar a nomeação de superintendente do Incra

Com faixas em tom de protesto e portão fechado com cadeado, manifestantes acampam no local desde segunda. (Foto: Simão Nogueira)Com faixas em tom de protesto e portão fechado com cadeado, manifestantes acampam no local desde segunda. (Foto: Simão Nogueira)
Protesto é por tempo indeterminado, dizem lideranças.Protesto é por tempo indeterminado, dizem lideranças.

Manifestantes ocupam desde segunda-feira a Superintendência do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Campo Grande, que completa nesta quarta-feiira o terceiro dia fechada.

Uma lona preta e outras faixas de lideranças do MST (Movimento Sem-terra) e da Cut (Central Única dos Trabalhadores), fixadas nos portões do prédio, pedem nomeação de superintendente do Incra no Estado e a retomada imediata da reforma agrária.

Eles querem a saída do superintendente interino, Manuel Furtado Neves, que assumiu o cargo após a exoneração, em agosto do ano passado, no lugar de Waldir Cipriano Rabelo, exonerado após ser preso na operação Tellus, realizada pela PF (Polícia Federal).

A sede está fechada com cadeado. Neste momento, o grupo de cerca de 300 pessoas está reunido no interior do prédio para debater a pauta do dia.

Antônio Augusto Ribeiro, procurador do Incra, esteve na superintendência nesta manhã e chegou a conversar com os manifestantes. Às 13h30 servidores do instituto afirmaram que vão ao local tentar entrar para conversar com os integrantes do movimento.

Dois policiais militares estavam na avenida Afonso Pena em frente ao prédio e garantiram que a ronda não está relacionada ao protesto e é comum na região central. No entanto estão ali para "garantir a ordem".

Um funcionário dos Correios foi impedido de entregar as correspondências do Incra, pois nenhum servidor estava no órgão.

Há também acampamento na coordenadoria do órgão em Dourados, a 233 quilômetros da Capital. Os manifestantes também disseram que há integrantes em Brasília (DF) para fazer pressão sobre as reivindicações aos órgãos federais.

Um veículo Fiorino chegou há pouco no local com mantimentos para que eles mantenham o movimento por mais tempo. “Teve hora para começar (protesto) e não tem para acabar”, disse um dos manifestantes no portão do órgão.

Reunião dentro do órgão discutia pauta do dia.Reunião dentro do órgão discutia pauta do dia.
Manifestantes levam alimentação para manter protesto por tempo indeterminado.Manifestantes levam alimentação para manter protesto por tempo indeterminado.


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