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Capital

Matagal, lixo e ocupação em quadra inteira geram insegurança no Tijuca

Espaço tem casa de madeira no centro, posse indefinida e vizinhos cobram limpeza e destinação pública

Por Gabi Cenciarelli | 29/01/2026 17:49
Matagal, lixo e ocupação em quadra inteira geram insegurança no Tijuca
Nilza Pavão dos Santos em frente ao terreno (Foto: Renan Kubota)

Um terreno do tamanho de uma quadra inteira tem tirado o sossego de moradores do Bairro Tijuca 2, em Campo Grande. Tomado por mato alto, lixo e com uma casa de madeira bem no meio, o espaço, localizado entre as ruas Aicás, Rio da Prata e Cabo Verde, virou sinônimo de insegurança para quem precisa passar por ali, principalmente depois que escurece.

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Moradores do Bairro Tijuca 2, em Campo Grande, enfrentam problemas com um terreno abandonado do tamanho de uma quadra. O local, situado entre as ruas Aicás, Rio da Prata e Cabo Verde, está tomado por mato alto e lixo, além de abrigar uma casa de madeira ocupada por um homem que alega ser proprietário.A situação gera insegurança para os residentes, especialmente à noite, e atrai animais peçonhentos como escorpiões. A indefinição sobre a propriedade do terreno, que poderia ser particular ou municipal, se arrasta há anos, enquanto a comunidade reivindica a transformação do espaço em área de lazer.

No local insalubre, cercado por mato da altura de uma pessoa, mora um homem que diz ser dono da área, mas vizinhos afirmam que não sabem ao certo se o terreno é particular ou da prefeitura. A indefinição se arrasta há anos e enquanto ninguém assume oficialmente a responsabilidade, o matagal só cresce. A equipe de reportagem tentou conversar com ele, que, nervoso, se limitou a dizer que a área é dele.

Operadora de loja, Ramona Centurião, de 28 anos, mora há três meses na região e diz que evita o trecho sempre que pode. “À noite é muito escuro, nem a iluminação dos postes ajuda. O mato é tão alto que cabe até uma pessoa escondida. Eu não passo sozinha, prefiro dar a volta pelas ruas laterais”, conta.

Matagal, lixo e ocupação em quadra inteira geram insegurança no Tijuca
Terreno abandonado no jardim Tijuca (Foto: Renan Kubota)

Para a aposentada Nilza Pavão dos Santos, de 71 anos, o problema vai além do medo de assalto. Ela relata que o terreno atrai escorpiões e outros insetos, o que tem gerado gastos constantes com veneno dentro de casa. “O que eu tenho gastado de spray é brincadeira. Já matamos vários escorpiões aqui. Eu moro com minha neta e fico com medo”, diz.

Nilza afirma que um rapaz que vive na casa de madeira costuma limpar partes do terreno, mas não consegue dar conta da área inteira. Mesmo assim, para ela, o principal erro é o abandono do espaço. “Isso aqui podia virar uma praça, alguma coisa boa pra todo mundo. É muito grande pra ficar só juntando mato e bicho”, defende.

Outro morador, que preferiu não se identificar, diz que o homem trata o lote como se fosse uma chácara. Planta mandioca, mexe na terra e mantém vários cachorros. Segundo ele, apesar de trabalhar e manter parte do local organizada, o comportamento é fechado e dificulta o diálogo. “Ele fala que é dele, mas ninguém tem certeza. O pessoal acha que é da prefeitura”, relata.

Matagal, lixo e ocupação em quadra inteira geram insegurança no Tijuca
Ramona Centurião em entrevista com o Campo Grande News (Foto: Renan Kubota)

Moradora há mais de 20 anos no bairro, a dona de casa Fátima Silva reforça a sensação de abandono. Ela lembra que, no passado, parte do terreno chegou a ser cedida para uma igreja, mas a documentação não foi regularizada e a obra foi abandonada. “A comunidade não tem praça, não tem nada. Um espaço desse tamanho podia ser usado pra lazer, pra crianças brincarem. Do jeito que está, só traz medo e sujeira”, afirma.

Enquanto a posse do terreno segue indefinida e nenhuma destinação é dada ao espaço, moradores continuam convivendo com mato alto, lixo e a insegurança diária de ter um quarteirão inteiro praticamente abandonado no meio do bairro. A equipe de reportagem tentou contato com a prefeitura e aguarda retorno.

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