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Capital

Máxima ganhará barreira contra arremesso de droga e celular

Inicio das obras depende de quando a Penitenciária da Gameleira unidade 2 será ativada para ser feita remoção de internos

Por Mirian Machado | 19/01/2021 14:32
Suspeitos arremessam drogas e celulares pelas muralhas do presídio (Reprodução)
Suspeitos arremessam drogas e celulares pelas muralhas do presídio (Reprodução)

Após ser divulgado na segunda-feira (18) vídeo em que traficantes arremessam drogas e celulares pelas muralhas do presídio que aparenta ser o Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho de Segurança Máxima em Campo Grande, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) anunciou que será construída barreiras de contenção para dificultar esse tipo de ação.

De acordo com a Agepen, o recurso para o serviço já foi aprovado e será executado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), mas o inicio das obras depende de quando a Penitenciária da Gameleira unidade 2 será ativada, assim será possível a remoção de internos e esvaziamento de parte do presídio para o trabalho ser feito.

Entre as medidas que são tomadas, segundo a agência são as vistorias feitas regularmente nas celas, para identificar e retirar esses objetos, além de raio x corporal para quem adentra e raio-x em esteira para inspeção de objetos. Ainda conforme a Agepen, mesmo com os arremessos, alguns dos materiais são apreendidos antes de chegarem às mãos dos internos.

Sobre o vídeo, apesar da semelhança com o Presídio de Segurança Máxima da Capital não há confirmação se de fato foi feito na unidade da Capital nem quando foi feito, porém a Agepen informou que abriu uma apuração para tentar identificar possíveis envolvidos.

Segundo a Polícia Militar, equipes fazem o policiamento nas imediações do estabelecimento penal durante o dia com ações rápidas. No dia 17 de janeiro, foi flagrada a ação de criminosos arremessando drogas, carregadores e celulares para o interior do presídio e ambos foram contidos. Foram localizados e apreendidos simulacros de armas de fogo.

Sobre a guarda das muralhas, a PM afirma que o serviço é feito pela instituição de forma subsidiária já que a função está em processo de transição para a Agepen, através da Polícia Penal.

Ainda conforme a PM “O policiamento preventivo nas imediações será contínuo, no que se referem às atribuições da PMMS, até que a transição para a Polícia Penal da guarda dos presídios seja concluída. O serviço de Inteligência Policial tem atuado de forma contumaz, para evitar novas ações e a possível identificação dos envolvidos”.

Vídeo- As imagens mostram dois homens chegando próximo a muralha do presídio enquanto uma terceira pessoa grava o vídeo.

“Foi o seu, dentro, eu vi. Foi o outro, um celular, tá indo a maconha, foi, foi. Se vê que 'nós' é malandragem... Quando é a hora nos 'tamo' aqui pra apoiar, meu mano, quando não é, você tá ligado pô", narra o suspeito. Ele em seguida ainda instruiu os comparsas e cita o apelido dos presos para quem estavam sendo lançadas as drogas.

"Lança 'os brau', ei, lanças as maconha. Bateu na grade, foi grade, vai lança, lança, foi o pó dos cara. Foi o outro 'brau', vai, foi seu brau o 'Paulinho', o 'Mengão', tudo na mão em seguida", diz o homem após a dupla arremessar as drogas e saírem do local, tranquilamente.

Em dezembro do ano passado, vídeos gravados por um dos presos mostram o momento em que vários objetos, chamados de pombos, são arremessados para dentro do presídio.

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