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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

14/05/2014 15:23

Médicos abrem bebê e interrompem cirurgia após trapalhadas no HU

Lidiane Kober
“Por favor, alguém me socorre, meu filho vai morrer”, apelou a mãe do bebê (Foto: Lidiane Kober)“Por favor, alguém me socorre, meu filho vai morrer”, apelou a mãe do bebê (Foto: Lidiane Kober)

A família da operadora de máquina agrícola, Lucinei Navarro Videira, 41 anos, vive drama diante em decorrência das “trapalhadas” do HU (Hospital Universitário). A mãe luta contra o tempo para salvar a vida do filho de 11 meses. O bebê já deitou na mesa de cirurgia três vezes, chegou, inclusive, a ser aberto na região do pescoço e, depois fechado, após a unidade de saúde não localizar cateter para implantar na criança.

O drama, segundo Lucinei, começou na semana passada, quando o bebê passou pela primeira cirurgia. “Meu filho tem um problema renal congênito e foi implantado um cateter peritonial para tentar executar a função do rim”, contou. O problema é que a criança pegou uma infecção no hospital e precisou retirar o equipamento e colocar outro direto no coração para fazer hemodiálise.

Por volta das 17h de ontem (13), o bebê passou pelo procedimento. “Por meio de raio-X foi constatado que o cateter não foi no lugar certo”, disse a mãe. O problema obrigou o médico a voltar ao hospital para realizar outra cirurgia. “Ele retirou o equipamento do coração e abriu o pescoço para implantar lá, mas, depois que abriu, não achou um novo cateter”, emendou Lucinei, revoltada.

No início da manhã desta quarta-feira (14), o hospital localizou a peça. “Acreditem que o funcionário do almoxarifado mora em Terenos e leva a chave da sala para casa”, relatou a mãe, ainda mais indignação com as trapalhadas do HU. “Fazem isso com a alegação que ocorrem muitos furtos no local”, acrescentou.

Para piorar a situação da família, após localizar o cateter, a unidade de saúde informou não dispor de médico para comandar o procedimento. “Fomos à direção e eles nos mandam esperar”, contou o pai da criança, o soldador industrial Luiz Ramão Vilhalva, de 38 anos. “Dizem que o médico não atende só aqui”, acrescentou a mãe.

Enquanto isso, o bebê, que completará um ano de vida no próximo dia 28, está entubado e em coma induzido. “Por favor, alguém me socorre, meu filho vai morrer”, apelou Lucinei. Desesperada, ela e o marido prometem ir ao MP (Ministério Público) implorar por ajuda.

Defesa – Por meio de nota, o HU disse que “o paciente L.F.V. é portador de insuficiência renal em regime de diálise. Devido à doença, houve a necessidade de realização de hemodiálise de urgência por novo cateter e foi internado no Hospital Universitário”.

A nota esclarece ainda que “o cateter utilizado era de especificações adequadas para peso e idade, este, entretanto, precisou ser reposicionado”. O HU destaca a substituição do equipamento e afasta risco à criança.

“Para tal, foi descartado e substituído por novo cateter de especificações semelhantes, sem qualquer prejuízo para a criança. L.F.V. está sendo assistido por profissionais do hospital e vai passar por hemodiálise ainda nesta quarta-feira (14)”, finalizou o hospital.



Acredito que o principal aliado da população é a imprensa investigativa e noticiosa independente. Abusos, falta de ética, alias ética no Brasil é inexistente, roubalheiras, descasos medico-hospitalar, educação,e por ai vai. O povo esta com o saco cheio, vem o crime compensar, o crime não ser punido, o ladrão de galinha ser preso, esquecido na prisão, enquanto políticos e empresários presos por ter desviado o dinheiro da merenda, do material para hospital, contratando advogados, ja milionários a custo do dinheiro do povo, para extorquir a nação com bilhões de reais em indenizações, por se acharem ofendidos com as prisões. Depois desse milhões gastos em estádios, vira as tempestades de dificuldades para o povo. Para um futuro melhor para todos, que o BRASIL NÃO SEJA CAMPEÃO.
 
adao teotonio da silva em 15/05/2014 09:28:57
Este hospital brinca com a vida das pessoas há muito tempo, e ninguém toma providências sérias a este respeito, total descaso das autoridades que só se preocupam com as eleições, em como manter sua corja no poder. É lógico que nenhum deles tem parentes ou amigos que se tratam em hospitais públicos, pois se tivessem com certeza já teriam tomado atitudes no sentido de acabar com este absurdo.
 
Kelly Cristina Escobar da Silva em 14/05/2014 17:30:59
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