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Capital

Mesmo com bandeira cinza e covid em alta, Bombeiros mantêm curso presencial

Alunos reclamam que mais de 100 deles foram convocadas para aulas em sala fechada, já havendo desistências

Por Nyelder Rodrigues | 10/06/2021 19:07
Bombeiros alinhados em apresentação para outro curso, em 2020 (Foto: Arquivo/Divulgação CBMS)
Bombeiros alinhados em apresentação para outro curso, em 2020 (Foto: Arquivo/Divulgação CBMS)

Nem mesmo a mudança de bandeira do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança na Economia) de vermelho para cinza, mostrando o avanço da covid-19 não apenas em Campo Grande mas em todo o Mato Grosso do Sul, impediu a continuidade do curso de formação de sargentos do Corpo de Bombeiros Militar de forma presencial.

Com previsão de término só em setembro, mais de 100 bombeiros devem se apresentar para o início das aulas presenciais do curso nesta noite - as aulas na modalidade EAD estão sendo realizadas desde o dia 13 de maio.

"O curso de cabo em 2016 teve só provas presenciais, o restante foi todo no EAD. O curso da PM (Polícia Militar) durou 45 dias há uns meses e foi todo à distância também. Estamos sendo colocados em risco sem necessidade alguma. Estamos com medo", reclama um dos candidatos, que não quis se identificar por medo de represália.

"Estaremos nessa quinta a partir das 22h todos amontoados na quadra da academia dos Bombeiros", completa o aluno. Ele ainda revela que apenas nessa quinta (10) três alunos já desistiram de participar do curso por entender que o risco é desnecessário nesse momento em que a covid vem se mostrando em alta.

A reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para saber a posição da corporação e se havia a possibilidade das aulas serem repensadas. Em resposta, foi enviado pela assessoria de comunicação não haver essa possibilidade.

"O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul realiza um trabalho ininterrupto e essencial. Não há como salvar pessoas de forma remota. A prática é imprescindível. O curso será todo presencial e foi adaptado para minimizar o período presencial, mas é impossível o bombeiro salvar vidas sem ser de forma presencial", explica a nota.

Contudo, o relato é de que aulas não práticas também devem ser feitas presencialmente. "Tem sala de aula também. Tem um prédio velho em que amontoa todo mundo, às vezes divide em turmas de 30 dentro de uma sala, mas a maioria das vezes ficamos todos amontoados na quadra da escola", aponta o candidato a sargento.

Por fim, o aluno ainda reclama novamente do risco desnecessário, já que o mais novo no curso tem 13 anos de corporação e outras experiência de ensino remoto se mostraram eficazes no passado. "Tudo o que estão passando já sabemos há muito tempo".

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