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Capital

Mesmo liberadas, escolas particulares devem voltar 100% presencial só em 2022

Insegurança dos pais e falta de regras claras por parte do poder público pesaram na decisão das instituições

Por Jhefferson Gamarra | 20/09/2021 17:17
Entrada de alunos em um colégio particular de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)
Entrada de alunos em um colégio particular de Campo Grande. (Foto: Henrique Kawaminami)

Mesmo com decreto municipal que passou a vigorar nesta segunda-feira (20), em Campo Grande, liberando a lotação em 100% em todos os locais, escolas particulares da Capital manterão o ensino de forma remota até o fim do ano, ou até a publicação de regras mais claras por parte do poder público.

As unidades se prepararam para oferecer aulas presenciais a todos, mas além da espera por novas regulamentações do poder público, muitas famílias optaram por ainda manter os filhos em casa, acompanhando as atividades remotas, devido ao processo de vacinação das crianças e adolescentes.

Na Escola Harmonia, que possui aproximadamente 1.340 alunos divididos em 4 unidades, cerca de 90% voltaram a frequentar as aulas presenciais, porém, a obrigatoriedade de retorno deve ficar apenas para o ano letivo de 2022.

“Nesse momento, estamos seguindo o decreto antigo e analisando juridicamente o novo, para fazer adequações e refazer nosso material de biossegurança. Aí então, vamos voltar com mais segurança. Há casos em que as famílias quiseram continuar no remoto, o que ainda é opcional. Até dezembro, queremos definir isso juntamente com a prefeitura, mas por enquanto, vamos manter o mix”, avaliou Talita Martins, diretora da Escola Harmonia.

Segundo Lúdio da Silva, coordenador do Colégio Salesiano Dom Bosco, a ideia é retornar com as aulas 100% presenciais em 2022, mas a direção ainda aguarda regras mais claras do poder público. “Por enquanto, salvo alguma recomendação contrária, continuamos atendendo presencialmente todos os alunos cujos pais manifestaram esta vontade. Mas ainda temos um grupo de alunos que permanecem em casa, acompanhando as aulas, atividades e provas em tempo real. Vamos aguardar novas determinações”, disse explicou o coordenador.

No colégio Status, o proprietário Lúcio Rodrigues Neto, garantiu que as aulas remotas serão mantidas até o fim do ano, mas que para 2022, o retorno de 100% dos alunos em sala de aula será obrigatório. “O maior desafio do decreto era manter o distanciamento dentro da sala de aula, não no espaço físico de toda a escola, por isso, fizemos diversas adaptações. A maioria dos pais querem a volta às aulas presenciais de todos os alunos, por enquanto, vamos manter as aulas online e também presenciais, apenas com as provas sendo feitas todas em sala de aula. Para o ano que vem, será 100% em sala”, garante o proprietário.

Outra instituição que garante o retorno 100% apenas para o próximo ano letivo, é o colégio Paulo Freire, que está em processo de mudança e passará a ser chamado de Máster. O principal empecilho para o retorno definitivo é a insegurança dos pais em relação ao ambiente escolar.

“Temos o modelo híbrido e presencial, o retorno 100% poderia ocorrer ainda este ano, mas tem famílias que ainda estão inseguras de mandar os filhos. Certeza de todos retornarem é só para 2022”, adiantou Adelina Spengler, diretora pedagógica do colégio.

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