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Campo Grande, Terça-feira, 26 de Setembro de 2017

25/07/2017 13:42

Mesmo sem decisão sobre greve, 366 escolas fecharam nesta terça

Adesão geral à greve só será decidida nesta quarta-feira (26), após assembleia da Fetems

Lucas Junot e Amanda Bogo
Nesta terça-feira (25), quando as aulas deveriam ser retomadas, alunos encontraram escolas fechadas (Foto: Amanda Bogo)Nesta terça-feira (25), quando as aulas deveriam ser retomadas, alunos encontraram escolas fechadas (Foto: Amanda Bogo)

Mesmo sem a deliberação sobre a adesão à greve nas escolas públicas do Estado, 366 instituições de ensino já estão de portas fechadas em Mato Grosso do Sul. Só em Campo Grande, cujo sindicato até o momento disse não aderir à greve, 84 escolas estão sem aulas. Pelo menos 10 mil alunos ficarão sem aulas nesta terça e quarta-feira (25 e 26), enquanto os professores e governo do Estado negociam a proposta de reajuste das categorias de profissionais da educação pública.

A greve já havia sido deliberada no dia 30 de junho. No entanto, na semana passada, na quinta-feira (dia 20), comissão de negociação da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) se reuniu com o governo, que solicitou, prazo até ontem (24) para apresentar proposta relativa ao cumprimento da Lei 11.738/2008, que estabelece o reajuste do piso salarial dos professores da rede estadual de ensino. Inicialmente, a administração estadual sinalizou aumento de 2,94%. O índice definido pela lei é de 7,64%.

Na manhã desta terça-feira (25), em assembleia na ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), os professores da Rede Municipal decidiram não aderir à paralisação, mas, de acordo com o presidente Lucílio Nobre, caso a assembleia que será realizada na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) amanhã às 14h delibere pela greve, a o sindicato municipal também integrará o movimento paredista.

Na tarde de hoje, um pequeno grupo de alunos concentrou-se em frente à Escola Estadual Joaquim Murtinho. Alguns disseram que não sabiam da paralisação, outros que ouviram conversas a respeito, mas mas preferiram ir até o local, por medo de perde aula, caso houvesse. "Estou decepcionado, peguei ônibus de muito longe pra chegar aqui e não ter aula", comentou um aluno de 16 anos.

Caso os professores decidam retomar as atividades, as aulas terão início na quinta-feira (26).




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