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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

16/12/2010 15:19

Moradores do Universitário dizem que ano foi recorde em assaltos

Motivo seria nova rodoviária instalada na região

Ana Maria Assis
Expedito diz que a esposa foi assaltada às 7h da última segunda-feira (13), no portão de casa.Expedito diz que a esposa foi assaltada às 7h da última segunda-feira (13), no portão de casa.

Morador da região do Bairro Universitário, desde os cinco anos de idade, Espedito Montebranco, 40, está revoltado com dois assaltos à sua família em poucos dias. Sua esposa foi assaltada às 7h da última segunda-feira (13), no portão de casa, e a filha de 16 anos, dias atrás, passou pelo mesmo transtorno ao ir à missa que fica a poucas quadras da residência. Para Espedito, depois que o Terminal Rodoviário Senador Antonio Mendes Canal começou a funcionar, a violência tem aumentado a olhos vistos.

A equipe do Campo Grande News visitou a casa de Espedito e, ao chegar ao local, ele acabava de instalar um sistema de alarme no imóvel, a fim de se proteger da onda de assaltos. “Primeiro minha filha, depois minhas esposa, e ainda, quando conto o que aconteceu aos vizinhos eles revelam outras histórias, todas de casos que ocorreram depois da vinda da nova rodoviária”.

Espedito conta que além dos assaltantes, a prostituição toma conta das ruas do bairro. “A antiga rodoviária tinha tudo isso, mas era na área central e tinha também um grande fluxo de pessoas e maior atenção da polícia. Tudo o que tinha de ruim veio para cá, menos o policiamento e a maior atenção com a segurança, reclamou lembrando também dos usuários de drogas que perambulam pelas ruas.

Ator, diretor e design de iluminação, Espedito conta que construiu a casa com carinho, que ele mesmo foi quem desenhou e cuidou de cada detalhe enquanto ela estava sendo construída. “Eu tenho apego a esta casa, não quero ter que vender o imóvel como muita gente está fazendo. Mas é horrível ter que viver trancado e com medo”, disse ele. No momento do assalto à esposa, Espedito escutou os gritos e foi até a porta da casa, o bandido chegou a apontar a arma para ele, mas acabou fugindo.

Conforme Espedito, ele ligou para a polícia, mas não conseguiu atendimento a tempo. “Eu liguei, mas eles pedem tanta informação que até virem aqui o cara já tinha ido para longe”. Espedito mostrou ao Campo Grande News o matagal que pode ser usado pelos bandidos para facilitar a fuga. “Vários assaltos acontecem, mas eles conseguem fugir, porque há muitas chácaras na região e ainda, um matagal enorme atrás da rodoviária”, explicou.

Casa à venda no bairro, por conta da criminalidade. Casa à venda no bairro, por conta da criminalidade.

Revolta Geral - Enquanto a equipe do Campo Grande News estava em frente à casa de Espedito, o senhor Nilton da Silva, 70 anos, parou para também reclamar da insegurança no Bairro Universitário.

Um dos moradores mais antigos, ele comprou sua casa no local em 1968, e diz nunca ter ficado sabendo de tantos assaltos em um intervalo tão pequeno de tempo. “No último sábado, duas motos foram roubadas durante o dia em um bar de esquina. Chamamos a polícia, mas ou demora, ou não vem. Por causa do natal, tem policiamento na Rua Pontalina, que tem comércio, mas as outras ruas estão esquecidas”, afirmou.

Valmir Galvão, 43 anos, mora quase em frente à casa de Espedito, e chegou a colocar uma lâmpada refletora na sua casa após os assaltos à família do vizinho. “Nós ficamos desconfiados, mesmo porque, depois que eu coloquei a lâmpada, um desconhecido suspeito já veio reparar aqui e ainda comentou que antes não tinha refletor aqui. Tenho dois filhos, e um deles vai ter que estudar a noite no ano que vem, a insegurança é grande”.

Espedito e seus vizinhos lembraram de assaltos recentes ocorridos nas ruas Brigadeiro Thiago, Danda Nunes e Carlos Ferreira. Eles também mostraram ao Campo Grande News as diversas pichações que têm sido feitas em imóveis do bairro, supostamente para demarcar espaços das “gangues”.

Dono de bar contou que já chegou a trocar tiros com bandidos logo que a rodoviária passou a funcionar.Dono de bar contou que já chegou a trocar tiros com bandidos logo que a rodoviária passou a funcionar.

Dono de um estabelecimento na região, Valdenor Guerra, 49 anos, contou que já chegou a trocar tiros com bandidos logo que a rodoviária passou a funcionar.

“Fico armado 24 horas, e quando chegaram aqui de moto pra tentar assaltar, apontaram a arma pra mim. Acabamos trocando tiros e ele fugiu”, contou o morador.

Segundo Espedito, os assaltos costumam acontecer com condições parecidas: à mão armada e com o objetivo de roubar seja o que for, desde celular, dinheiro, ou até o carro, como foi o caso de sua esposa. “Uma bateria de caminhão é muito pesada, e até isso na minha rua chegaram a tentar roubar de um vizinho caminhoneiro”.

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meu comentario e que o bairro universitario esta muito esquecido quando chamamos a policia demora muito isso quando vem . quando esta na epoca de escola os propio aluno estao numa praça fumando droga da ate medo de passar isso quando tem casal fazendo nogeira dentro do carro durante o dia passo muitas fezes nessa rua sinto vergonha da minha filha alguem tem que tomar alguma providencia espero que resouva isso ta divissio de morar nesse bairro ate antes da rodoviaria nova obrigado
 
rosana miranda bezerra em 17/12/2010 11:52:12
Ja morei na região, deveria haver um distrito ou batalhão pois são muitos bairros se for analisar com cuidado, do itamaraca ao colibri, qual é o plano diretor de segurança, algum candidato deu detalhe esse ano na promessa de campanha?
 
Domingos Savio em 16/12/2010 11:52:00
Meu amigo Expedito, operário das artes, que situação voce passou aí na sua comunidade! A sua situação é a mesma aqui na nossa comunidade e muitas outras na capital. Está na HORA da Secretaria de Segurança Publica mudar a estratégia de trabalho. É inadmissível uma comunidade como a nossa por exemplo, ficar distante de uma viatura a mais de 15 km. Não dá para aceitar uma comunidade como é o caso do Bairro Universitário conviver com MATAGAL, terreno sem cerca, oferecendo condições para os "malandros" fugirem e se "acoitarem" nas espreitas para atacar mulheres e crianças! A prefeitura tem que notificar com multas "mais pesada$" nos proprietários reincidentes que insistem em descuidar do seu patrimônio em nome das especulações imobiliárias! Como bem disse o Expedito, ainda a comunidade tem que conviver com os "NÓIAS" que protegidos pela lei já perambulam pelas ruas fumando maconhas e cheirando a "zuca" a vontade - pois, sabem eles que pegos hoje pela policia noutro dia estão na rua após o "café da manhã"na delegacia...
Temo que exigir do Secretário de Segurança Pública mudanças no procedimento ostensivo da Policia Militar. A situação está tão vexatória que os moradores nem mais registram boletins de ocorrências e aí a PM não tem estatísticas e a situação vai ficando insuportável! Senhor Secretário de Segurança Pública, está na hora de discutir com as lideranças comunitárias os problemas que estamos enfrentando devido a falta de uma política mais eficaz na prevenção e nas estratégias das Policias Comunitárias que dão apoio na estrutura de Segurança Publica. Bairros que sofrem com índices altos de assaltos, e grupos de drogados pelas ruas e praças os imóveis vão desvalorizando, a comunidade se esvazia e as familias vão perdendo o convio do espírito comunitário!
MUDANÇA NA POLÍTICA DE SEGURANÇA JÁ!
 
Prof. Janio Batista de Macedo em 16/12/2010 04:20:06
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