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Capital

Moradores reclamam de algazarra e falta de policiamento na Orla Morena

Por Jeozadaque Garcia | 27/02/2012 19:13
Viatura da PM faz ronda na Orla; de acordo com moradores, policiamento na região deveria ser permanente. (Foto: João Garrigó)
Viatura da PM faz ronda na Orla; de acordo com moradores, policiamento na região deveria ser permanente. (Foto: João Garrigó)

Espaço para lazer e diversão, a Orla Morena, inaugurada há pouco mais de um ano, já é alvo de reclamações de quem mora nas imediações. Moradores criticam a algazarra promovida por jovens noite afora e a falta de policiamento na região.

Presidente da Associação dos Amigos da Orla Morena, Ricardo Sanches de Oliveira afirma que o trecho entre a rua Eça de Queiroz, na Cabreúva, e a avenida Júlio de Castilhos, já no centro da cidade, transformou-se em local de baderna.

“A bagunça sempre começa após as 22h. Jovens fumam maconha, bebem, fazem barulho. Já teve até assassinato por aqui”, recorda. Em setembro do ano passado, Tiago Fedossi Silva, de 18 anos, foi morto à tiros na Orla após uma discussão iniciada na escola Maria Constância de Barros, na Vila Planalto.

Ainda segundo Ricardo, a região está entre as mais ‘problemáticas’ da área central de Campo Grande, porém, a maioria dos moradores prefere ficar em silêncio por medo de represálias.

“Nós não fazemos parte das estatísticas. Muitos não registram boletim de ocorrência por medo, outros dizem que demora muito”, aponta.

Para Lídio, à direita, Orla “virou um inferno”; Ricardo, ao centro, diz que região é uma das mais problemáticas. (Foto: João Garrigó)
Para Lídio, à direita, Orla “virou um inferno”; Ricardo, ao centro, diz que região é uma das mais problemáticas. (Foto: João Garrigó)

Nesta terça-feira (27), às 18h30, uma Assembleia Geral será realizada na Escola Estadual Riachuelo para discutir a segurança na Orla. Participarão representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal e Conselho Comunitário de Segurança da Região Central.

“Virou um inferno” - Morador da região há mais de 30 anos, o aposentado Lídio Moraes conhece bem os problemas que a população local enfrenta. Ele já foi obrigado a ‘tocar’ diversos jovens que bebiam e faziam algazarra em frente sua casa.

“Isso aqui virou um inferno. À noite você não dorme”, critica. “Quando os bares fecham, o povo vai beber aqui por perto. É barulho, mulherada... às gente nós até perdemos a calma”, diz.

Para ele, seria necessário uma base móvel da Polícia Militar no local.

“A PM passa, e [o barulho] acalma. Depois, quando vão embora, começa tudo de novo. Tinha que ter um policiamento permanente aqui”, sugere.

Mais antigo ainda na região é o também aposentado Valdomiro Dutra. Há 40 anos na avenida Noroeste, ele classifica o local como “uma verdadeira bagunça”.

“Os jovens amanhecem fazem algazarra. Tem bebida e o fuminho também”, reclama o morador, que já flagrou por diversas vezes jovens em seu quintal, que quebraram parte do portão para ‘roubar’ poncã.

“Agora eu nem saio mais de casa [quando vê os jovens]. Vai que a gente fere um deles...”, finaliza.

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