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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

26/08/2014 10:02

Morte de passageiro teve demora no socorro e desfibrilador descarregado

Aliny Mary Dias

A família do idoso Wilson Dario Assis dos Santos, 81 anos, ainda procura respostas que expliquem a morte do passageiro de um voo que saiu de Cuiabá e desembarcou em Campo Grande, ao meio-dia de ontem (25). Wilson sofreu uma parada cardíaca após descer do avião e morreu na pista apesar das manobras de ressucitação feitas por outros dois passageiros que aguardavam na sala de embarque.

O empresário Claudio Galante, 38 anos, foi um dos que socorreu o idoso a pedidos de equipes da Azul Linhas Aéreas, empresa aérea responsável pelo voo. Especializado em socorro, o empresário aguardava na sala de embarque a aeronave de onde o idoso desceu e que depois seguiria para Corumbá.

Enquanto esperava o horário para o embarque, funcionários de solo da Azul foram até o local perguntando se havia um médico na sala de embarque. “Eles estavam bem desesperados e como eu sou socorrista me apresentei junto com um médico da aeronáutica. Fomos até a pista e o senhor ainda estava vivo, mas em parada cardíaca”, conta Claudio.

O empresário e o médico deram início às massagens cardíacas cerca de 10 minutos depois que Wilson caiu na pista. “Ele chegou a voltar duas vezes e então pedidos apoio da Infraero para buscar um desfibrilador”, conta. Depois de 15 minutos, o aparelho chegou, mas para a surpresa de todos, não funcionou. “Ele estava descarregado, sem bateria, todos viram, tinha umas 20 pessoas da Infraero e da Azul em volta”, explica.

Sem o aparelho essencial para reanimar o idoso, o empresário e o médico pediram para que uma ambulância fosse chamada. Depois de 30 minutos, conforme relatos de Claudio, uma viatura do Corpo de Bombeiros chegou, mas não havia equipamentos responsáveis para reanimação. “Eles não tinham como ajudar, nós já estávamos fazendo a massagem”.

Depois de 45 minutos após a queda na pista, o idoso continuou recebendo a massagem cardíaca dos passageiros. Só então, depois da insistência do empresário, a tripulação do voo buscou um desfibrilador que estava dentro da aeronave. No entanto, no mesmo momento a viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou.

“Todo avião tem kit de emergência, mas ninguém da tripulação lembrou até eu me lembrar disso”, conta Cláudio. Apesar de todas as tentativas, Wilson não resistiu e morreu ainda na pista. “É um conjunto de erros, até o desembarque o passageiro precisa estar assistido pela companhia aérea, afinal ele pagou por isso, a equipe precisa de preparo, eles até quiseram ajudar, mas não sabiam o que fazer”, desabafa o empresário.

Família – Filhas e a neta do idoso, Janaina Santos Romeiro, 27 anos, acompanharam de dentro do aeroporto toda a confusão. A jovem explica que não foram autorizadas a entrar na pista e que souberam que Wilson chegou a ser levado pela ambulância do Samu para um posto de saúde.

“O que nós sabemos é que ele morreu na pista, então por que levaram ele para um posto? Precisava esperar chegar a perícia”, questiona a neta que também reclama da demora na chegada da ambulância do Samu.

Wilson tinha quatro filhos, morava em Campo Grande, mas estava a passeio em Cuiabá onde visitava parentes. O corpo do homem está sendo velado em Campo Grande ele será enterrado à tarde no cemitário Parque das Palmeiras.

Ainda abalada, a família não aceita a morte do idoso, mas está decidida em buscar explicações. “Nós precisamos saber o que realmente aconteceu”, completa Jananaina.

Outro lado – O Campo Grande News entrou em contato por telefone e por e-mail com as assessorias de imprensa da Azul Linhas Aéreas e da Infraero, mas até o fechamento desta reportagem não houve retorno.

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A incompetência da INFRAERO não tem limites!!!
 
Luiz Pereira em 26/08/2014 17:13:45
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