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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

14/12/2015 11:09

Morto em colisão, policial era dedicado à família e sonhava com Choque

Luana Rodrigues
Andrade estava há 12 anos na Polícia Militar. (Foto: Reprodução/ Facebook)"Andrade estava há 12 anos na Polícia Militar. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Apesar de discreto, o amor pela família e a dedicação a profissão eram facilmente perceptíveis na postura do policial Ronaldo Correia de Andrade, 35 anos. Morto após ser atropelado por um condutor que furou o sinal no sábado (12), o soldado da PM (Polícia Militar) deixa esposa e filha e também o sonho de seguir na carreira da polícia no Batalhão de Choque.

Com 12 anos de carreira, Andrade entrou na PM em 2004, na cidade de Jardim. Por lá ele ficou até 2006, quando foi transferido par ao 10º Batalhão da PM, onde ficou até setembro de 2013. Depois disso, o policial foi para o DOF (Departamento de Operações de Fronteira). Atualmente, estava lotado na Força Tática do 10°BPM e há menos de uma semana foi inscrito no Curso de Formação de Cabos.

"Era um policial extremamente dedicado, estava sempre dentro de ocorrências de resultado, praticando educação física constantemente, sempre mostrou muita vontade", descreve um soldado, colega de Andrade.

De acordo com o soldado, apesar da carreira promissora, Andrade ainda não havia alcançado seu principal objetivo: "Ela estava terminando o curso para se tornar cabo e depois disso queria ir para o Batalhão de Choque. E não seria difícil, pela qualidade dele a transferência era garantida", considera.

 

Motos também eram paixão de policial. (Foto: Reprodução/ Facebook)Motos também eram paixão de policial. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Paixão por motos - A polícia não era a única atividade para a qual Andrade se dedicava. Ele tinha verdadeira paixão por motos. A dele era uma modelo Hornet, que ele usava tanto para o trabalho, quanto pelo prazer de andar em duas rodas. Os encontros com os amigos, também apaixonados por motocicletas eram a distração do policial.

Tragédia - Andrade morreu depois de ser atropelado por um motorista que trafegava em um Kadett prata na Rua Spipe Calarge, furou a preferencial e atingiu a vítima. Ele estava em uma motocicleta, voltando do trabalho.

O policial foi encaminhado para Santa Casa, sofreu três paradas cardíacas e hemorragia interna, e morreu horas depois do acidente. O motorista do carro foi identificado como Wesley Avner Garcia de Jesus e a polícia suspeita que ele estivesse embriagado.

Wesley tinha dois mandados de prisão em aberto por não ter pago pensão alimentícia e continua preso.



Meus pêsames à família. Vale lembrar que a PM, ao abandonar completamente a fiscalização do trânsito, também é culpada pelo número absurdo de acidentes na capital.
 
Luiz Pereira em 14/12/2015 17:57:55
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