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Capital

Morto em frente à tabacaria havia sido denunciado por execução com 15 tiros

Guilherme Soares Gomes de Oliveira, o "Garrafinha", ainda tinha passagens por tráfico e roubo

Por Ana Paula Chuva | 14/06/2026 08:22
Morto em frente à tabacaria havia sido denunciado por execução com 15 tiros
Guilherme foi denunciado pelo homicídio e tem outras passagens pela polícia (Foto: Reprodução)

Assassinado em frente à uma tabacaria no Jardim Leblon na noite de sábado (13), Guilherme Soares Gomes Oliveira, o “Garrafinha”, 24 anos, foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por envolvimento no assassinato de Lucas Ribeiro Pastor. O crime aconteceu em 7 de julho de 2025, no Bairro Iracy Coelho Netto, em Campo Grande.

RESUMO

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Guilherme Soares Gomes Oliveira, de 24 anos, foi assassinado na noite de sábado em Campo Grande. Ele havia sido denunciado pelo Ministério Público por envolvimento em outro homicídio, em julho de 2025. O atirador usava capacete e fugiu com uma mulher. Nove cápsulas foram recolhidas. O caso foi registrado como homicídio qualificado por emboscada e segue sob investigação.

Conforme o MP, o crime aconteceu durante a madrugada em uma tabacaria na Rua Santa Quitéria. Além de Guilherme, também foram denunciados pelo homicídio qualificado João Vitor da Silva Bento, o “Joãozinho do Corte”, Jhullison Fernando da Silva, o “Duxo” e Kaio Henrique Pires dos Santos, o “Caim”. Este último ainda foi acusado de tentativa de homicídio contra outro rapaz, por erro na execução do crime.

No dia dos fatos, Lucas e a outra vítima estavam na tabacaria quando Guilherme chegou pilotando uma motocicleta com Kaio, que estava na garupa e desembarcou já com uma pistola calibre 9 milímetros nas mãos. Ele foi até o rapaz e efetuou diversos disparos.

O outro jovem acabou sendo baleado por erro do atirador que, em seguida, viu Lucas caído e deu mais tiros em sua cabeça para confirmar sua morte. João Vitor e Jhullison teriam fornecido a motocicleta e a arma usadas no crime, por isso, foram denunciados por participação na execução.

Segundo a investigação. o crime foi praticado por vingança já que Kaio e Lucas tinham desavenças anteriores. Ele inclusive foi apontado como o mentor do plano para executar a vítima. Além disso, depoimento de testemunha revelou que “Garrafinha” usava nome falso nas redes sociais para despistar a polícia.

Guilherme ainda tem passagens por roubo, crimes de trânsito e tráfico de drogas. A mais recente foi registrada em janeiro deste ano, quando ele foi preso em Água Clara, a 193 km de Campo Grande, fracionando drogas em um quarto com outro rapaz de 19 anos.

“Vida se paga com vida”

De acordo com o boletim de ocorrência, Guilherme estava em frente ao Bar Tortuga, na esquina com a Rua Clineu da Costa Moraes, na noite de sábado, quando o atirador se aproximou usando um capacete com a viseira fechada. Ao perceber o suspeito armado, Guilherme correu pela avenida, mas foi perseguido e atingido pelos disparos.

Mesmo após a vítima cair no chão, o autor se aproximou e continuou a atirar. Guilherme morreu no local, em frente a uma conveniência. O óbito foi constatado às 21h20 pelo médico da Ursa (Unidade de Resgate e Suporte Avançado) do Corpo de Bombeiros.

Testemunhas relataram à polícia que o atirador fugiu do local acompanhado de uma mulher. Logo após o assassinato, um conhecido da vítima teria postado em redes sociais a frase "Vida se paga com vida", o que pode auxiliar nas investigações sobre a motivação do crime.

O pai de Guilherme esteve na cena do crime, mas declarou não ter informações sobre possíveis desavenças ou a identidade do autor.Equipes do Batalhão de Choque (Rotac), da Polícia Militar, da Perícia Técnica e do GOI (Grupo de Operações Investigativas) foram acionadas para isolar a área e iniciar os levantamentos.

Durante o trabalho pericial, foram recolhidas 9 cápsulas deflagradas de arma de fogo de uso restrito ou proibido. Os policiais tentaram buscar imagens de segurança na região, mas os estabelecimentos comerciais mais próximos estavam fechados ou com os sistemas de monitoramento desligados.

Moradores de residências vizinhas prometeram fornecer imagens de suas câmeras aos investigadores posteriormente.

O caso foi registrado como homicídio qualificado pela emboscada e por recurso que dificultou a defesa da vítima na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol e segue sob investigação da Polícia Civil.

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