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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

04/03/2015 14:16

Motociclista é indiciado por homicídio doloso pela morte de namorada em rio

Adolescente foi arremessada em córrego depois da colisão em árvore

Juliene Katayama
Em depoimento, Thiago admitiu ter feito manobras perigosas (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)Em depoimento, Thiago admitiu ter feito manobras perigosas (Foto: Marcelo Calazans/Arquivo)

O jovem Thiago Ângelo de Lima, 22 anos, que bateu a moto que pilotava pela Avenida Ernesto Geisel no dia 18 de janeiro deste ano e acabou matando a namorada Victória Nunes Fretes, 17, arremessada no Rio Anhanduí, foi indiciado por homicídio doloso. Como realizava manobras perigosas, ele pode ser condenado até a 30 anos de reclusão.

Segundo o delegado da 1ª Delegacia de Polícia, Miguel Said, que conduz a investigação, o jovem será indiciado por homicídio doloso com dolo eventual. A pena prevista para este tipo de crime é de 12 a 30 anos de prisão.

Suspeita-se que Thiago estava empinando a moto no momento do acidente. Após empinar a moto, ele perdeu o controle, o veículo bateu em uma árvore e caiu dentro do Rio Anhanduí. A jovem morreu no hospital.

Em depoimento, no dia 26 de janeiro, ele confirmou ter feito a manobra perigosa antes do acidente e que não se lembra como ocorreu a colisão.

O advogado de defesa, Marlon Ricardo Lima Chaves, alega que o acidente aconteceu por causa da má condição da via. Chave disse ter testemunhas alegando que um desnível na pista fez com que o cliente dele perdesse controle do veículo. Said ouviu preliminarmente o acusado por 1h15.

Os pais da vítima prestaram depoimento no dia 27 de janeiro, na 1ª Delegacia de Campo Grande. Os bombeiros, que resgataram a adolescente, e um casal, que afirmou ter visto manobras, também foram ouvidos pela polícia.

Acidente - No dia do acidente, Thiago ia a um evento de manobras próximo ao Detran, na saída para Rochedo. Ele almoçou na casa da adolescente e depois foram para o local. No caminho, o acusado teria empinado a moto, já com a adolescente como passageira. Mas ele disse não se recordar se realizou a mesma manobra em frente ao Horto Florestal.

Quando Victória caiu no córrego, teve o corpo levado pela correnteza do rio e foi retirada do local pelo monitor de segurança Jurandir Ferreira dos Santos. Levada à Santa Casa, a vítima não resistiu aos ferimentos que teve e morreu. A família agradeceu a Jurandir pelo feito heroico. Parentes e amigos ficaram bastante abalados com o ocorrido.

Relacionamento - O relacionamento de Thiago e Victória era recente, cerca de três meses, conforme o advogado da família da vítima, José Anezi de Oliveira. Mas somente há um mês os pais conheceram o rapaz.

Neste momento a mãe da vítima viu o motociclista realizando as manobras, então chamou o rapaz e pediu para que ele não fizesse o mesmo com a filha na garupa da moto, pois era perigoso.



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