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Capital

Motorista de BMW que matou técnica de enfermagem fugia da PM a 100 km/h

O acidente ocorreu na noite de ontem (24) no cruzamento da Avenida Prefeito Heráclito José Diniz de Figueiredo com a Rua Veridiana

Por Viviane Oliveira | 25/01/2021 12:54
Carla era auxiliar de enfermagem e voltava do trabalho quando foi atingida pelo carro na contramão (Foto: reprodução /Facebook) 
Carla era auxiliar de enfermagem e voltava do trabalho quando foi atingida pelo carro na contramão (Foto: reprodução /Facebook)

Wilson Benevides de Souza, 29 anos, motorista da BMW  que matou no trânsito a técnica de enfermagem Carla Jaqueline Miranda, 40 anos, fugia de abordagem da PM (Polícia Militar) numa velocidade por volta de 100 km/h. Segundo a polícia, furou o sinal vermelho, entrou na contramão e atingiu a moto Honda Biz conduzida pela vítima.

O acidente ocorreu na noite de ontem (24), no cruzamento da Avenida Prefeito Heráclito José Diniz de Figueiredo com a Rua Veridiana, no Bairro Estrela do Sul, em Campo Grande. Em depoimento à polícia, Wilson contou que voltava de evento de manobra de motos no autódromo, onde estava desde as 15h. Admitiu ter consumido "algumas latas" de cerveja, mas não disse a quantidade.

Ele dirigia com mais dos ocupantes no carro, relatou à polícia, numa velocidade por volta de 100 km/h quando ao realizar ultrapassagem pelo lado esquerdo colidiu com a motociclista. Wilson afirmou que não viu a vítima e acredita que ela conduzia a moto com o farol apagado.

Após a colisão, perdeu o controle da direção da BMW, que tem placas de São Paulo,  e chegou a subir no meio-fio. Disse também que trabalha como servente de pedreiro com renda mensal aproximada de R$ 900, já foi preso por associação criminosa e homicídio e tem dois filhos de 8 e 12 anos.

A moto Honda Biz, que a vítima conduzia, ficou presa em meio a lataria da BMW (Foto: Direto das Ruas) 
A moto Honda Biz, que a vítima conduzia, ficou presa em meio a lataria da BMW (Foto: Direto das Ruas)

Segundo um dos passageiros do veículo, jovem de 24 anos, primo de Wilson, depois do evento de manobras de motocicleta, os três ainda passaram numa tabacaria, onde continuaram consumindo bebida alcoólica. Relatou também que fumaram maconha no autódromo. Segundo ele, na volta, ao passar por uma rua do Estrela do Sul, se depararam com uma viatura da Polícia Militar.

Um dos policiais, disse, chegou a iluminar o carro com uma lanterna. Foi quando Wilson acelerou o carro e fugiu porque estava com o documento vencido no valor aproximado de R$ 15 mil. Contou que estava no banco da frente e pediu para o primo parar, mas não teve jeito. Após o acidente, os três desceram do carro e Wilson acabou abordado e preso pela polícia.

Passagens - No sistema de registros de boletins de ocorrência da Polícia Civil, ele é citado em 47 casos, aparecendo como vítima e também como autor. Entre os boletins onde Wilson aparece como autor, estão casos de porte de drogas para consumo pessoal, vias de fato, lesão corporal (violência doméstica), tráfico de drogas, calúnia, dirigir veículo sem habilitação, desobediência e dois homicídios. Os assassinatos ocorreram em 25 de dezembro de 2012 e 12 de maio de 2013, todos em Campo Grande.

Carla era técnica de enfermagem e voltava do trabalho quando foi atingida pelo carro. Ela deixa cinco filhos.

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