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Capital

Motoristas voltam a Afonso Pena em protesto contra interdição de aterro

Pelo menos 100 caminhões devem descer em passeata na Avenida Afonso Pena

Por Mayara Bueno e Willian Leite | 20/12/2016 08:51
Motoristas se reúnem para começar novo protesto contra fechamento do aterro. (Foto: Marcos Ermínio)
Motoristas se reúnem para começar novo protesto contra fechamento do aterro. (Foto: Marcos Ermínio)

Ainda sem uma solução no aterro de entulhos da cidade, empresários e motoristas de caminhões caçamba voltam a protestar em Campo Grande nesta terça-feira. Eles dizem que vão descer em passeata pela Avenida Afonso Pena até o Paço Municipal. De lá, eles devem retornar ao ponto de início, que é em frente à Cidade do Natal, nos altos da Afonso Pena.

Semana passada, a Justiça determinou o fechamento do aterro, o único local oficial para descarte de entulho, levando em consideração diversas irregularidades mantidas há anos, como funcionar sem licença. Desde então, os motoristas não têm onde jogar os entulhos.

Bruno de Brito, motorista, afirmou que a categoria já procurou Planurb (Instituto Municipal De Planejamento Urbano) e Seintrha (Secretaria Municipal de Transporte e Habitação) em busca de solução, mas nada até agora. Hoje, a expectativa é que 100 caminhões e 110 empresas se juntem a manifestação.

Até então, alguns motoristas estavam descarregando entulhos em um aterro localizado atrás da Gameleira, segundo Francisco Pita. De acordo com ele, o local funcionava com autorização, mas o dono resolveu fechar justificando que a área não tem estrutura. Hoje, são 150 motoristas parados, afirma.

A intenção deles é conseguir chamar atenção do Poder Público e pedir uma solução da Prefeitura, já que é ela a responsável pela administração do local.

São esperados pelo menos 100 caminhões. (Foto: Marcos Ermínio)
São esperados pelo menos 100 caminhões. (Foto: Marcos Ermínio)

Histórico - Uma vistoria feita em julho pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) constatou que no aterro há triagem superficial dos resíduos, permitindo ingresso de resíduos recicláveis e orgânicos.

Autor da decisão, o juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, disse na semana passada à reportagem que o aterro precisa passar por uma série de adequações, como fechamento no entorno e proibição da entrada de lixo hospitalar.

A cidade já teve quatro pontos para aterro de entulho, que foram fechados. Em maio do ano passado, uma área na saída para Sidrolândia chegou a ser avaliada pela prefeitura para receber os entulhos, mas não houve transferência do aterro.

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