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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

17/02/2014 18:46

MPF e MPT criam comissão para monitorar uso indiscriminado dos agrotóxicos

Alan Diógenes

Uma comissão que vai debater o uso de agrotóxicos e os riscos que eles podem causar ao meio ambiente, à saúde do trabalhador rural e da população em geral, foi criada pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e pelo MPF (Ministério Público Federal) na última sexta-feira (14).

De acordo com a procuradora do trabalho, Simone Rezende, a finalidade do colegiado é debater o tema, contribuindo para a prevenção e combate ao uso indiscriminado dos defensivos agrícolas.

Segundo o procurador da República do MPF (Ministério Público Federal) em Dourados, a 233 quilômetros de Campo Grande, Marco Antonio Delfino, que é um dos coordenadores da comissão, o foco maior do trabalho será o monitoramento. “A população precisa ter certeza de que está consumindo um produto adequado. É preciso fazer o rastreamento reverso para identificar de onde o produto saiu e qual prática vem sendo observada", destacou.

Delfino disse ainda que uns dos principais riscos dos agrotóxicos está relacionados à pulverização aérea, que pode atingir áreas próximas às lavouras e necessita de fiscalização especial. Como exemplo, o procurador citou o caso do avião que lançou veneno agrícola por acidente na escola do Assentamento Pontal dos Buritis, em Rio Verde (GO), em junho de 2013. Ficaram intoxicadas 37 pessoas, oito adultos e 29 crianças entre seis e 14 anos.

A Comissão de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos foi aprovada pelo FSSHT (Fórum de Saúde, Segurança e Higiene do Trabalho) de Mato Grosso do Sul, e conta com membros de outras entidades civis e governamentais.

Dados- Números do Sindage (Sindicato Nacional para Produtos de Defesa Agrícola) revelam que cada brasileiro consome o referente a 5,2 litros de agrotóxicos ao longo do ano, o que coloca o Brasil no posto de maior consumidor do planeta.

Segundo o SUS (Sistema Único de Saúde) e estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, cerca de 500 mil pessoas são contaminadas pelo produto.

Conforme alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso intenso de agrotóxicos pode causar danos ao meio ambiente, como a degradação e a contaminação do solo, água, fauna e flora, em alguns casos de forma irreversível. Já nos seres humanos, o produto podem causar danos como: esterilidade masculina, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico, na produção de hormônios, além de má formação fetal e desenvolvimento de câncer.



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