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Capital

Mulher é presa com cocaína e diz que traficava para ajudar filha deficiente

Menina de 6 anos precisa de aparelho que custa R$ 3 mil, ela tem paralisia cerebral e epilepsia focal

Por Ana Oshiro | 29/11/2021 11:12
Tráfico de drogas foi registrado na Denar no último sábado (27). (Foto: Paulo Francis)
Tráfico de drogas foi registrado na Denar no último sábado (27). (Foto: Paulo Francis)

Moradora de Paranaíba, a 408 km de Campo Grande, uma mulher de 27 anos foi presa na Capital por tráfico de drogas, ela alegou que estava cometendo o crime na esperança de conseguir comprar um aparelho para a filha de 6 anos, que tem paralisia cerebral e epilepsia focal.

A prisão aconteceu no último sábado (27), no Bairro Celina Jallad, junto com a mulher também foram presos dois homens, de 35 e 41 anos. Sem passagens pela polícia e com a filha deficiente sem abrigo, a mulher foi solta poucas horas após a prisão e vai responder em liberdade. Os outros envolvidos já foram presos no passado e passam por audiência de custódia nesta segunda-feira (29).

De acordo com o depoimento da mulher, uma vez por semana, ela vem para Campo Grande junto com a filha para tratamento no Hospital Universitário. No mês de outubro, ela conheceu dentro da unidade de saúde, uma mulher identificada apenas como Maria e durante a conversa, contou que precisava comprar um aparelho de R$ 3 mil reais para dar mais qualidade de vida para a criança.

Maria então deu um número de telefone para a mulher e disse que um homem chamado "Gordão" poderia ajudar. Ao ligar para o homem e contar sua história, ele disse que ela não precisava se preocupar e que a ajudaria. Neste sábado, "Gordão" entrou em contato e mandou a mulher acompanhar uma transação de drogas na Capital, que em troca, receberia o dinheiro que precisava. Ela foi presa com quatro tabletes de cocaína.

O homem de 41 anos negou o tráfico de drogas e disse que estava apenas dirigindo para levar a mulher e o outro homem até o presídio da Gameleira, já que eles não sabiam o caminho e o homem de 35 anos precisava retornar ao presídio, pois estava no seu último dia de saída temporária. O homem de 35 anos contou que apenas pegou carona e não sabia da droga dentro do carro.

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