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Campo Grande, Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018

22/01/2015 17:22

Mulher procura a polícia e diz que filha foi sequestrada pelo ex-marido

Alan Diógenes
Segundo delegado, pai da adolescente disse que era teria sido abusada por namorado da mãe. (Foto: Marcelo Calazans)Segundo delegado, pai da adolescente disse que era teria sido abusada por namorado da mãe. (Foto: Marcelo Calazans)

Uma mulher de 54 anos compareceu à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), na tarde desta quinta-feira (22), dizendo que seu ex-marido sequestrou a filha do casal de 12 anos na terça-feira (13) passada. Ela alegou ainda ter registrado 20 B.O.s (Boletins de Ocorrência) contra o ex-marido por agressão doméstica.

Conforme o delegado Paulo Sérgio Lauretto, responsável pelo caso, o pai da adolescente, de 54 anos, já havia comparecido à delegacia prestando uma queixa de abuso sexual contra a menor. “Ele registrou um boletim de ocorrência na delegacia afirmando que um dos três namorados da ex-mulher teria acariciado a adolescente. Segundo o pai, a menor disse a ele que de vez em quando dormia entre a mãe o namorado dela, era quando o abuso acontecia”, explicou.

Em seguida, o pai da menor utilizando o B.O procurou o Conselho Tutelar que o concedeu a guarda provisória da menina. “Com a guarda provisória ele conseguiu levar a menor para casa. Após, a mãe dela foi no local e fez um escândalo”, comentou o delegado.

Em depoimento na DPCA, a mulher disse que vai procurar um advogado para conseguir a guarda da filha novamente. Além disso, ela informou que vai fazer outro B.O. na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) contra o ex-marido, que de acordo com ela, não está mantendo a distância imposta pela Lei Maria da Penha.

Caso - O casal está separado há cinco anos. No dia 31 de agosto de 2013 o homem tentou a ex-mulher durante um show no Parque Jacques da Luz, no bairro Moreninha, em Campo Grande. A mulher que é salgadeira contou que viveu com ex-marido durante 20 anos com quem teve quatro filhos.

A família morava em São Paulo, quando decidiu vender tudo o que tinha para tentar a vida em Campo Grande, onde moram os familiares do ex-marido. Foi quando ela começou a registrar, em 2010, os primeiros boletins de ocorrência contra o marido por violência doméstica.



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