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Capital

Na fila da vacina, amigas sonham em rever maridos presos

Na faixa dos 30 anos, mulheres não puderam ir ao presídio depois que a visita presencial foi retomada hoje

Por Liniker Ribeiro e Bruna Marques | 01/08/2021 16:19
As amigas Magna e Angélica na fila da vacina, esta tarde, no Ayrton Senna. (Foto: Marcos Maluf)
As amigas Magna e Angélica na fila da vacina, esta tarde, no Ayrton Senna. (Foto: Marcos Maluf)

Com pessoas de 30 anos - ou mais - vacinando contra a covid-19, neste domingo (1°), a esperança de reencontrar familiares presos em unidades de segurança do Estado aumentou para duas amigas de Campo Grande. Na fila da vacina, esta tarde, no Drive Thru Ayrton Senna, além da saudade de seus maridos, a dupla carregava a ansiedade pelo reencontro cada vez mais próximo.

Hoje, as visitas foram retomadas nos estabelecimentos penais do Estado, mas, obrigatoriamente, os visitantes devem ter completado o ciclo vacinal, ou seja, precisar ter tomado as duas doses do imunizante.

"Esperei muito por esse momento e minha esperança é que tudo volte ao normal. Há um ano e meio, não vejo meu marido e, enquanto eu não tomar a segunda dose, não posso ir visita-lo", explica a manicure Magna Ferreira Bogado, de 30 anos, ao mencionar o marido que cumpre pena por homicídio, no Instituto Penal de Campo Grande.

E, apesar de perto, o reencontro entre os dois deve demorar pelo menos mais 28 dias, prazo mínimo para aplicação da segunda dose das vacinas disponíveis, neste domingo, na Capital, caso não haja antecipação de calendário.

Espera que a amiga de Magna, a dona de casa Angélica Alves, de 31 anos, também vai ter que aguentar. "Quero vacinar o mais rápido possível para voltar a visitar meu marido. Estou com muita saudade", destaca ao citar o companheiro há 12 anos, com quem tem três filhos, de 12, 7 e 1 ano e 7 meses. Os dois presos cumprem pena pelo mesmo crime.

Adrielli deseja retomar curso para atuar como técnica de enfermagem (Foto: Marcos Maluf)
Adrielli deseja retomar curso para atuar como técnica de enfermagem (Foto: Marcos Maluf)

De volta aos planos - Para muita gente, a imunização é sinônimo de esperança para retomar sonhos, planos e negócios interrompidos pela pandemia. A atendente de farmácia Adrielli Carneiro Salvaterra, de 30 anos, é um exemplo.

Antes do registro dos primeiros casos de covid-19, na Capital, ela se preparava para os semestres finais do curso para atuar como técnica de enfermagem. "Tive que parar meu curso no quinto semestre, faltando apenas os estágios. Como os hospitais pararam de atender alunos, eu parei. Agora, pretendo retornar em setembro", conta.

Assim como as pessoas citadas, pelo menos outras 5.717 receberam a primeira dose da vacina contra a covid, neste domingo, em Campo Grande. Até o momento, 455.186 primeiras doses foram aplicadas, na Capital, enquanto 320.366 segundas doses, ou doses únicas, foram aplicadas.

Movimento foi tranquilo, no Parque Ayrton Senna, neste domingo (Foto: Marcos Maluf)
Movimento foi tranquilo, no Parque Ayrton Senna, neste domingo (Foto: Marcos Maluf)


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